Política

INTEGRAÇÃO DIGITAL CONTRA VIOLÊNCIA

Especialistas pedem integração de sistemas digitais contra violência

Audiência discute como ferramentas digitais auxiliam mulheres vítimas

Teresinha Ferreira

03 de setembro de 2026 às 14:19 ▪ Atualizado há 11 minutos

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  • Especialistas defendem a integração de ferramentas digitais para atendimento a vítimas de violência.
  • A Defensoria Pública de São Paulo utilizou sistemas eletrônicos para 36 mil atendimentos desde 2020.
  • A assistente virtual Júlia foi destacada como um exemplo eficaz para registrar casos de violência doméstica.
  • 23% dos atendimentos ocorrem fora do horário comercial, indicando a necessidade de tecnologia acessível 24/7.
  • Durante a pandemia, 26% dos boletins de violência foram registrados online.
  • A Maria da Penha Virtual no Rio de Janeiro já atendeu 16 mil mulheres.
  • Proposta de unificação dos sistemas de registro de violência para criar uma base nacional foi discutida.
  • Sugestão de um seminário sobre tecnologias inovadoras para combater a violência durante os 16 Dias de Ativismo.

Senado Notícias Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher
Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher

Em audiência da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, realizada na última quarta-feira (2), especialistas defenderam o uso e a integração de ferramentas digitais para melhorar o atendimento às mulheres vítimas de violência. O encontro destacou a importância de sistemas eletrônicos na Defensoria Pública de São Paulo, onde quase 36 mil atendimentos foram feitos virtualmente desde 2020.

Luciana Armiliato de Carvalho, defensora pública-geral de São Paulo, destacou a assistente virtual Júlia como um exemplo eficaz. De 2020 a 2026, quase 36 mil atendimentos relativos à violência doméstica foram registrados através da ferramenta, com um aumento de 15% nos pedidos de medidas protetivas de urgência entre 2023 e 2025.

De acordo com Carvalho, 23% dos atendimentos da Defensoria de São Paulo ocorrem fora do horário comercial, permitindo que as mulheres busquem ajuda em momentos críticos. Isso evidencia a necessidade de tecnologias acessíveis 24 horas por dia, visando proteger as vítimas de forma eficaz.

Jamila Jorge Ferrari, coordenadora da Delegacia de Defesa da Mulher on-line, relatou que, durante a pandemia, foi permitido o registro de ocorrências eletronicamente, com 26% dos boletins de violência doméstica agora feitos online. Os pedidos de medidas protetivas são automaticamente enviados ao Judiciário e ao Ministério Público.

Rafael Wanderley mencionou a Maria da Penha Virtual, uma plataforma criada no Rio de Janeiro que já atendeu 16 mil mulheres. Esta ferramenta digital foi criada por estudantes de direito para facilitar o registro de ocorrências de violência doméstica.

A defensora Luciana Carvalho sugeriu a unificação dos sistemas de registros de violência doméstica, propondo que uma base nacional de informações eliminaria a necessidade de repetir procedimentos, otimizando o atendimento.

A deputada Luizianne Lins propôs a realização de um seminário no Congresso Nacional para apresentar tecnologias inovadoras no combate à violência contra as mulheres, durante os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

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Fonte: Senado Notícias