ELEIÇÕES 2026
Teresinha Ferreira
17 de setembro de 2026 às 23:11 ▪ Atualizado há 12 horas
A corrida pela Presidência da República ganhou uma bateria de novos números nesta quinta-feira, 17 de setembro. Pesquisas divulgadas por Datafolha, AtlasIntel/Bloomberg, PoderData, Futura/100% Cidades e Gerp mediram as intenções de voto para o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2026. Os resultados variam entre os institutos. No primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente em levantamentos como Datafolha, AtlasIntel, PoderData e Futura, enquanto o Gerp registra Flávio Bolsonaro numericamente à frente. Em vários desses casos, entretanto, as diferenças estão dentro das respectivas margens de erro.
Datafolha registra Lula com 39% e Flávio com 36%
A pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira registra Lula (PT) com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 36% no primeiro turno. A diferença é de três pontos percentuais. Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o Datafolha trata o cenário como empate técnico.
Augusto Cury aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%. Renan Santos registra 3% e Romeu Zema, 2%. O instituto entrevistou 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 17 de setembro.
Lula tem 46% e Flávio 44% no segundo turno do Datafolha
O equilíbrio também aparece na simulação de segundo turno. O Datafolha registra Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro da pesquisa, caracterizando empate técnico. A nova rodada também mediu a rejeição dos dois candidatos: Lula e Flávio aparecem com 47% cada nesse indicador.
AtlasIntel mostra Lula com 44,1%
A AtlasIntel/Bloomberg apresentou outro cenário nesta quinta-feira. No primeiro turno, Lula registra 44,1% e Flávio Bolsonaro, 41,7%. Renan Santos aparece com 5,1%; Augusto Cury, 3,5%; Ronaldo Caiado, 1,7%; Romeu Zema, 1,1%; e Samara Martins, 0,7%. A AtlasIntel ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual. Nesse levantamento, a diferença de 2,4 pontos entre Lula e Flávio no primeiro turno supera a margem de erro. No segundo turno, entretanto, o quadro é de empate técnico: Flávio Bolsonaro registra 47,2% e Lula, 46,8%.
PoderData tem Lula com 37% e Flávio com 36%
Outro levantamento divulgado nesta quinta-feira foi o PoderData. Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 37% e Flávio Bolsonaro com 36%. A diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual. O PoderData entrevistou 3 mil pessoas entre os dias 13 e 16 de setembro, por telefone. No cenário de segundo turno entre os dois candidatos, Flávio aparece numericamente com 46%, enquanto Lula registra 44%.
Futura registra 38,3% para Lula e 37,7% para Flávio
A pesquisa Futura/100% Cidades também aponta equilíbrio. No primeiro turno, Lula tem 38,3% e Flávio Bolsonaro, 37,7%. Augusto Cury aparece com 6,5%; Ronaldo Caiado, 4,5%; Renan Santos, 3,4%; Romeu Zema, 1%; e outros candidatos registram percentuais menores. A pesquisa entrevistou 2 mil eleitores por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00749/2026. Na simulação de segundo turno entre os dois, a Futura registra Flávio Bolsonaro com 48,1% e Lula com 43,7%.
Gerp registra Flávio com 40% e Lula com 37%
O Gerp apresenta uma configuração diferente no primeiro turno. O levantamento registra Flávio Bolsonaro com 40% e Lula com 37%. Apesar da vantagem numérica de três pontos para Flávio, o próprio levantamento aponta empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Augusto Cury aparece com 7%, Ronaldo Caiado com 3% e Renan Santos com 2%. Foram entrevistados 2.400 eleitores entre 14 e 16 de setembro, por telefone. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o protocolo BR-00535/2026. Na simulação de segundo turno do Gerp, Flávio registra 50% e Lula, 43%.
Pesquisas apresentam retratos diferentes
Os levantamentos divulgados nesta quinta-feira não devem ser somados nem tratados como uma única pesquisa. Cada instituto trabalha com metodologia, amostra, período de coleta e forma de abordagem próprios. As margens de erro também variam. Os números, portanto, representam retratos da opinião dos eleitores entrevistados em cada levantamento e não constituem previsão do resultado das urnas. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, novas rodadas deverão continuar medindo as intenções de voto até a reta final da campanha.
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