ELEIÇÕES 2026
Teresinha Ferreira
03 de outubro de 2026 às 08:05 ▪ Atualizado há 10 horas
Com seis escolhas para fazer na urna eletrônica, levar a tradicional “colinha eleitoral” pode fazer diferença na hora de votar neste domingo, 4 de outubro, primeiro turno das Eleições 2026. A recomendação é simples: antes de sair de casa, o eleitor pode anotar em um pedaço de papel os números das candidaturas escolhidas, seguindo exatamente a ordem em que os cargos aparecerão na urna. A medida ajuda a evitar esquecimentos, reduz o tempo diante do equipamento e é especialmente útil neste ano porque o eleitor terá de escolher dois candidatos diferentes para o Senado. Além disso, existe outro motivo importante para usar papel: o celular não pode entrar na cabine de votação.
São seis escolhas na urna
Nas Eleições 2026, o eleitor encontrará os cargos na seguinte sequência:
Deputado federal — quatro dígitos;
Deputado estadual ou distrital — cinco dígitos;
Senador – primeira vaga — três dígitos;
Senador – segunda vaga — três dígitos;
Governador — dois dígitos;
Presidente da República — dois dígitos.
É uma sequência maior do que em eleições municipais e exige atenção, principalmente porque haverá dois votos para senador.
Dois votos para senador exigem atenção
Em 2026, serão renovados dois terços das cadeiras do Senado Federal. Por isso, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao cargo. Na primeira tela destinada ao Senado, o eleitor digita os três números do primeiro candidato e confirma. Em seguida, a urna apresenta novamente o cargo de senador para a segunda escolha. Se o eleitor repetir o mesmo candidato, o segundo voto será anulado, permanecendo válido apenas o primeiro. Por isso, quem pretende utilizar os dois votos válidos para o Senado deve ter anotados dois números diferentes.
Colinha ajuda a evitar esquecimento
São, ao todo, 19 algarismos referentes às seis escolhas que o eleitor poderá precisar lembrar caso vote nominalmente em todos os cargos. Não é difícil, portanto, confundir a sequência ou esquecer algum número na hora de votar. A colinha permite que o eleitor organize previamente suas escolhas e confira os números antes de digitá-los. Ela também pode contribuir para tornar o processo mais rápido, evitando que a pessoa permaneça diante da urna tentando lembrar o número de determinada candidatura.
Celular não pode entrar na cabine
Esse é um dos principais motivos para não deixar os números salvos apenas no telefone. O eleitor pode levar o celular ao local de votação, mas deverá deixar o aparelho no local indicado pelos mesários antes de entrar na cabine. A proibição também alcança máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e outros dispositivos que possam comprometer o sigilo do voto. Por isso, tirar um print dos números ou salvá-los no bloco de notas do celular não substitui completamente a colinha de papel.
Pode levar a colinha? Sim
A anotação dos números em papel é permitida. A Justiça Eleitoral inclusive disponibiliza modelo de cola eleitoral para que os eleitores anotem previamente suas escolhas. O papel deve servir apenas como consulta individual do próprio eleitor durante a votação.
Como preparar a colinha
O ideal é seguir a mesma sequência apresentada pela urna:
Deputado federal: _ _ _ _
Deputado estadual: _ _ _ _ _
Senador 1: _ _ _
Senador 2: _ _ _
Governador: _ _
Presidente: _ _
Depois de preencher, vale conferir novamente cada número antes de sair de casa.
Confira antes de confirmar
Mesmo com a colinha em mãos, o eleitor deve prestar atenção às informações exibidas pela urna. Depois de digitar o número, a tela apresenta os dados correspondentes à candidatura. O eleitor deve conferir antes de pressionar “Confirma”. Caso perceba algum erro antes da confirmação, basta utilizar a tecla “Corrige” e digitar novamente.
Não deixe para escolher dentro da cabine
A cabine de votação é destinada ao exercício individual e secreto do voto. Chegar ao local já sabendo a sequência e com os números anotados ajuda a tornar o procedimento mais organizado. Neste domingo, a votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Com seis escolhas pela frente, a orientação prática é simples: prepare a colinha em casa, confira os números e leve o papel para a seção eleitoral. O celular pode ficar com o mesário durante o voto. A colinha, não: ela pode acompanhar o eleitor até a urna.
A orientação está alinhada ao material oficial da Justiça Eleitoral: o TSE disponibiliza uma cola eleitoral e reforça que o papel pode ser levado à cabine, enquanto aparelhos eletrônicos capazes de registrar o voto devem ficar com a mesa receptora.
Fonte: Ascom