Municípios

AÇÃO DO MPPI

MPPI pede suspensão de show artístico de R$ 500 mil em Cabeceiras

Ação busca barrar contratação de Rey Vaqueiro por suposto sobrepreço durante festival.

Teresinha Ferreira

17 de setembro de 2026 às 17:42 ▪ Atualizado há 12 horas

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  • O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) entrou com uma Ação Civil Pública para suspender o show do cantor Rey Vaqueiro em Cabeceiras do Piauí, agendado para 19 de setembro de 2026.
  • A contratação do show foi feita pela prefeitura sem licitação, com um custo de R$ 500 mil, excedendo o valor de referência em R$ 150 mil.
  • Municípios próximos pagaram entre R$ 125 mil e R$ 350 mil pelo mesmo artista.
  • O MPPI apontou a ausência de elementos obrigatórios, como comprovação de disponibilidade financeira e situação fiscal.
  • A liquidação antecipada da despesa é uma questão crítica no processo.
  • A ação destaca preocupações com a dependência fiscal e a alocação de recursos em cultura e esportes.
  • O MPPI busca a suspensão do contrato e pagamentos irregulares, visando proteger o patrimônio público e a moralidade administrativa.

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) entrou com uma Ação Civil Pública para suspender o show do cantor Rey Vaqueiro na Festa da Carnaúba em Cabeceiras do Piauí, programado para 19 de setembro de 2026. A iniciativa foi tomada pela 2ª Promotoria de Justiça de Barras, representada pelo promotor Roberto Monteiro Carvalho.

A contratação, sem licitação, foi realizada pela prefeitura local e envolve um investimento de R$ 500 mil, quantia que, segundo o MPPI, supera em R$ 150 mil o valor de referência estabelecido em uma nota técnica. Outros municípios do estado teriam pago valores entre R$ 125 mil e R$ 350 mil pelo mesmo artista, conforme investigações conduzidas pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí.

O MPPI também questiona a falta de elementos obrigatórios no processo, como a comprovação de disponibilidade financeira e declarações sobre a situação fiscal do município. Além disso, a liquidação da despesa antes do evento é outro ponto crítico mencionado na ação.

A ação civil destaca preocupações sobre a dependência fiscal de Cabeceiras e a alocação de recursos em áreas essenciais, como cultura e esportes. Diante disso, o órgão solicita a suspensão da eficácia da contratação e do contrato, além de evitar pagamentos sem regularidade contratual.

O objetivo final da ação é anular o processo de contratação e garantir medidas que protejam o patrimônio público e a moralidade administrativa.

Fonte: Ministério Público do Piauí (MPPI)