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CRISE HÍDRICA

Ministério Público discute crise de água em Matias Olímpio

Promotor José Mauriene lidera reunião sobre medidas para melhorar abastecimento na cidade.

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 13:31 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • O promotor José Mauriene representou o MPPI em reunião sobre a crise de água em Matias Olímpio.
  • Discutiram-se ajustes na captação e tratamento de água e a reativação de um reservatório.
  • Atualmente, o abastecimento é feito em "regime de manobras" para diferentes áreas.
  • A Águas do Piauí deve fornecer carros-pipa se a falta de água ultrapassar quatro horas.
  • Empresas têm até janeiro de 2027 para apresentar um plano de investimentos de longo prazo.
  • A falta de reclamações formais à Ouvidoria é uma preocupação destacada.
  • Moradores são encorajados a registrar ocorrências usando o número 0800-2232000.
  • O MPPI está comprometido em proteger os direitos dos consumidores.
  • Participaram autoridades locais e representantes de concessionárias.

Ministério Público do Piauí (MPPI) Promotor de Justiça José Mauriene Ferreira de Souza
Promotor de Justiça José Mauriene Ferreira de Souza

O promotor de Justiça José Mauriene Ferreira de Souza, representando o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), participou de uma reunião na comarca de Matias Olímpio nesta segunda-feira (5). O encontro teve como objetivo discutir medidas urgentes para a Ação Civil Pública (ACP) sobre a crise de abastecimento de água no município.

Os participantes abordaram a necessidade de ajustar a capacidade de captação e tratamento de água. A retomada de um reservatório desativado também foi considerada. Atualmente, a cidade usa um "regime de manobras" para atender a demanda, com fornecimento à zona urbana de segunda a quinta-feira e à zona rural de sexta a domingo.

O MPPI afirmou que a concessionária Águas do Piauí deve fornecer carros-pipa se a falta de água ultrapassar quatro horas, conforme a Resolução nº 005/2026. Em longo prazo, as empresas têm até 25 de janeiro de 2027 para apresentar um plano de investimentos, priorizando redes para aglomerados com mais de 30 residências.

Uma preocupação levantada foi a ausência de reclamações formais de moradores na Ouvidoria, dificultando sanções às empresas. Autoridades apelam para que registrem ocorrências através do número 0800-2232000. Se não resolvido, devem acionar a Ouvidoria da AGRESPI.

O promotor José Mauriene enfatizou o compromisso do Ministério Público em proteger os direitos dos consumidores. Participaram o juiz Manfredo Braga Filho e representantes da AGRESPI, MRAE e das concessionárias AGESPISA e Águas do Piauí.

Fonte: Ministério Público do Piauí (MPPI)