Economia

COMERCIO INTERNACIONAL

União Europeia suspende importação de carnes brasileiras

Bloqueio afeta principais exportações do Brasil e pode causar prejuízo bilionário

Teresinha Ferreira

03 de setembro de 2026 às 18:08 ▪ Atualizado há 16 minutos

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  • A União Europeia suspendeu produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros.
  • A suspensão inclui carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos.
  • A medida afeta exportações brasileiras de até US$ 2 bilhões por ano.
  • O bloqueio é temporário, enquanto o Brasil busca comprovar a conformidade com as exigências europeias.
  • Uma auditoria europeia está em andamento nas cadeias de produção de frango e mel no Brasil.
  • A preocupação da UE está no controle de antimicrobianos na produção animal.
  • A medida pode durar meses, e para carne bovina, a adaptação pode levar anos.
  • O setor avícola espera retorno às exportações para a Europa até 2026, dependendo da auditoria.
  • O Brasil negocia soluções e implementa novas regras para superar o bloqueio.

Agência Brasil União Europeia suspende compra de carne
União Europeia suspende compra de carne

A União Europeia iniciou a suspensão de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros nesta quinta-feira (3). A medida impacta carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, afetando até US$ 2 bilhões por ano em exportações.

Embora o bloqueio seja temporário, o Brasil busca comprovar que atende às exigências europeias. Uma auditoria da União Europeia está em curso, analisando as cadeias de produção de frango e mel no país.

A decisão é motivada por preocupações com o controle de antimicrobianos na produção animal. A União Europeia considera o sistema brasileiro insuficiente, apesar de não terem sido identificados casos de contaminação.

Os produtos suspensos incluem:

  • carne bovina;
  • carne de frango;
  • carne suína;
  • mel;
  • pescados;
  • ovos.

A medida pode prolongar-se por meses, enquanto aguardam-se os resultados da auditoria. Para carne bovina, a adaptação aos novos requisitos pode levar anos devido ao longo ciclo de vida dos animais.

No setor avícola, as expectativas são de retorno às vendas para a Europa ainda em 2026, dependendo da inspeção ser favorável. Caso contrário, a produção poderá ser redirecionada para outros mercados.

O Brasil continua a negociar soluções, implementando novas regras e protocolos para provar a conformidade regulatória e reverter o bloqueio. Até lá, o setor precisará administrar a produção e buscar alternativas de mercado.

Fonte: Agência Brasil