ECONOMIA
Teresinha Ferreira
06 de outubro de 2026 às 12:22 ▪ Atualizado há 8 horas
O Banco Central (BC) começa a divulgar um novo conjunto de indicadores mensais sobre reajustes salariais negociados em convenções coletivas. A medida visa aprimorar o monitoramento das condições do mercado de trabalho e sua influência na inflação.
Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego, usando informações do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), os indicadores detalharão os percentuais de reajustes e a proporção de acordos que superam, estão abaixo ou em linha com a inflação.
Serão incluídos os reajustes nominais e reais, os quais descontam a inflação, sinalizando se houve ganho efetivo de poder de compra para os trabalhadores. Essa nova base de dados permitirá ao BC acompanhar detalhadamente as negociações salariais.
De acordo com estudos do BC, aumentos reais de salários são mais comuns em períodos de baixa taxa de desemprego. Tal fenômeno foi observado entre 2012 e 2014 e novamente a partir de 2023, com mais convenções coletivas alcançando reajustes acima da inflação.
A análise destaca a forte relação entre os reajustes negociados e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Embora não haja obrigação legal de reposição inflacionária completa, a inflação acumulada é uma referência importante nas negociações.
Os novos indicadores oferecerão uma ferramenta adicional para o público acompanhar a evolução dos salários negociados e sua relação com a inflação. As informações, cobrindo diversas regiões e setores como indústria, comércio e serviços, estarão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do BC.
Fonte: Agência Brasil