Brasil

BIODIVERSIDADE

Plantas extintas há 30 anos são redescobertas em Minas Gerais

Pesquisadores encontram espécies raras no Quadrilátero Ferrífero, em áreas da Vale.

Teresinha Ferreira

16 de agosto de 2026 às 15:17 ▪ Atualizado há 19 horas

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  • Espécies de plantas raras, consideradas extintas há mais de 30 anos, foram redescobertas no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.
  • As redescobertas foram parte do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas, em parceria com a Vale.
  • As buscas ocorreram em locais históricos das plantas, com algumas não vistas há mais de 100 anos.
  • As espécies reencontradas incluem Paepalanthus magalhaesii e Coracoralina amoena, típicas da região.
  • Estas plantas são conhecidas como “sempre-vivas” e habitam solos ferruginosos.
  • A resistência ao estresse climático destaca sua importância para a biodiversidade e biotecnologia.
  • Materiais das plantas estão sendo analisados para sequenciamento genético e reintrodução.
  • A descoberta reforça a riqueza e o potencial de biodiversidade do Brasil.

Agência Brasil Pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.
Pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.

Espécies de plantas raras consideradas extintas há mais de 30 anos foram redescobertas por pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. As descobertas ocorreram em áreas protegidas pela Vale, no âmbito do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas.

“Esse projeto envolve buscas minuciosas nos locais históricos dessas plantas. Algumas não eram vistas há mais de 100 anos”, explicou Laís Zeferino, doutora em biologia vegetal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Entre as plantas reencontradas estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, conhecidas como “sempre-vivas”. Essas espécies típicas de Minas Gerais são encontradas em solos ferruginosos característicos da região.

Patrícia Favoreto Renci, da Rede Propagar, destacou a resistência das espécies ao estresse climático, realçando sua importância para a biodiversidade e potencial uso na biotecnologia.

Materiais coletados estão sendo analisados para sequenciamento genético, visando sua reprodução e reintrodução na natureza, conforme Ana Cristina Amoroso, da Vale.

Como reforçou Laís Zeferino, essas descobertas provam a riqueza da biodiversidade brasileira, revelando o potencial para novos achados que podem expandir o conhecimento científico atual.

Fonte: Agência Brasil