Brasil

DESIGUALDADE

Pesquisa revela desigualdade na formalização de jovens no Brasil

Estudo aponta disparidades sociais, regionais e raciais no mercado de trabalho jovem

Teresinha Ferreira

21 de agosto de 2026 às 11:31 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A formalização do trabalho entre jovens brasileiros de 16 a 29 anos revela desigualdades sociais, regionais e raciais.
  • Pesquisa ouviu 1.816 jovens e foi destacada no evento Trampos do Futuro.
  • 70% dos jovens trabalham, mas apenas 44% têm carteira assinada.
  • Outros 15% são assalariados sem registro, 13% freelancers, 10% informais e 8% estagiários.
  • 20% dos jovens buscam emprego, com 29% procurando nos últimos seis meses.
  • Desigualdades destacam-se por classe social e região: 43% de empregos formais nas classes A/B, 35% nas D/E; Sul e Sudeste têm mais formalização comparado ao Norte e Nordeste.
  • Diferenças raciais: 49% dos jovens brancos têm empregos formais, contra 41% dos negros.
  • Trabalho informal é mais comum entre aqueles com ensino fundamental.
  • A falta de experiência é citada como principal obstáculo para 49% dos jovens.
  • 96% acreditam que indicações ajudam na obtenção de empregos.
  • 30% desejam empregos formais agora; preferência por trabalho autônomo sobe para 42% nos próximos cinco anos.
  • 91% dos jovens esperam melhora financeira futura.
  • Empresas são encorajadas a repensar práticas de contratação para incluir jovens de baixa renda.

Agência Brasil Desigualdade na formalização de jovens
Desigualdade na formalização de jovens

A formalização no mercado de trabalho entre jovens de 16 a 29 anos no Brasil é marcada por desigualdades sociais, regionais e raciais. A pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho, realizada pela Fundação Itaú com apoio do Datafolha e do Instituto Locomotiva, ouviu 1.816 jovens de todo o país entre 11 e 23 de maio.

Divulgado no evento Trampos do Futuro, no Pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo, o estudo revela que 70% dos jovens declararam estar trabalhando, mas apenas 44% têm carteira assinada. Outros 15% são assalariados sem registro, 13% são autônomos ou freelancers, 10% atuam informalmente e 8% são estagiários.

A pesquisa destaca que 20% dos jovens estão em busca de trabalho, mostrando ainda que 29% buscaram nos últimos seis meses e 61% no último ano. O levantamento também aponta que as desigualdades se acentuam nas classes sociais: jovens das classes A/B alcançam 43% em empregos formais, enquanto nas classes D/E, apenas 35%.

Regionalmente, a formalização é mais frequente no Sul (58%) e Sudeste (55%), comparado ao Norte (29%) e Nordeste (20%). Em termos raciais, 49% dos jovens brancos têm emprego formal, contra 41% dos negros. O trabalho informal é realidade para 34% dos jovens com até ensino fundamental, mas somente 3% entre aqueles com ensino superior.

Além das dificuldades em acessar o mercado formal, 49% dos entrevistados citaram a falta de experiência como o principal obstáculo, e 96% acreditam que indicações pessoais facilitam a obtenção de empregos, refletindo a relevância de conexões pessoais no mercado.

Plano futuro também é abordado: 30% dos jovens desejam empregos formais agora, mas para os próximos cinco anos, a preferência por trabalho autônomo cresce para 42%. Outro dado aponta que 91% acreditam que sua situação financeira melhorará nos próximos anos.

A pesquisa sugere que as empresas repensem suas práticas de contratação, especialmente para incluir jovens de baixa renda, aproveitando leis de incentivo como a Lei de Aprendizagem Profissional.

Fonte: Agência Brasil