Brasil

Empoderamento feminino em Magé

Mulheres em Magé transformam peixe esquecido em fonte de renda

Culinária inovadora com ubarana impulsiona economia e apoia 15 famílias na Baixada Fluminense

Da Redação

22 de agosto de 2026 às 16:59 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Mulheres da ACAMM em Magé, RJ, transformam a ubarana em uma fonte de renda.
  • Iniciativa chamada Cozinha das Caranguejeiras melhora a vida de 15 famílias na Baixada Fluminense.
  • Produzem pratos como estrogonofe e coxinhas de ubarana, vendidos para a comunidade e turistas.
  • Márcia Regina, da ACAMM, menciona o incremento da renda e o empoderamento das mulheres.
  • Com apoio do Funbio, a cozinha ganhou espaço próprio e se expandiu.
  • Tecnologia culinária desenvolvida valoriza a ubarana, que tem espinhas finas e baixo valor comercial.
  • Rafael Santos destaca o impacto econômico e social positivo gerado na comunidade.

Agência Brasil Mulheres em Magé transformam peixe esquecido em fonte de renda

Mulheres da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM), no Rio de Janeiro, estão revolucionando a economia local ao transformar a ubarana, um peixe anteriormente desprezado, em uma valiosa fonte de renda. A iniciativa, centrada na Cozinha das Caranguejeiras, tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida de 15 famílias na região da Baixada Fluminense.

Com receitas como estrogonofe, escondidinho e coxinhas de ubarana, as mulheres da ACAMM têm agregado valor ao peixe por meio de técnicas culinárias tradicionais. Essas receitas são ofertadas em almoços especiais para a comunidade e turistas, além de serem vendidas sob encomenda.

“A gente recebe muitos turistas, pesquisadores e empresas que vêm conhecer nosso trabalho e apreciar as refeições”, conta Márcia Regina, ex-pescadora e atual auxiliar geral da cozinha. “Isso fomenta a renda e o empoderamento das mulheres caranguejeiras”, completa.

Com apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a Cozinha das Caranguejeiras conseguiu um espaço físico próprio em 2021. Mais tarde, após vencer outro edital, a associação se mudou para uma sede maior.

Segundo a bióloga Verônica Souza, do Projeto Andadas Ecológicas, o processamento especial da ubarana pelas mulheres permite aproveitar o peixe, que normalmente tem baixo valor comercial devido às suas espinhas finas. "Elas criaram uma técnica que valoriza a carne da ubarana sem complicações para o consumidor", explica.

Rafael Santos, presidente da ACAMM, destaca que a ubarana, antes um simples complemento alimentar, agora fortalece economicamente a comunidade. "Foi uma organização interna que deu visibilidade e valor ao peixe, gerando impacto positivo para todos envolvidos", destaca.

Fonte: Agência Brasil