Brasil

ATUAÇÃO INTEGRADA

MPF defende atuação integrada para proteção ambiental no CNJ

Evento destaca necessidade de prevenção e especialização jurídica em questões ambientais

Teresinha Ferreira

17 de agosto de 2026 às 12:59 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O MPF enfatiza a integração das esferas cível e criminal na proteção ambiental.
  • O evento Judiciário Sustentável do CNJ, em Brasília, visou sensibilizar sobre a preservação do meio ambiente.
  • Luiza Frischeisen, subprocuradora-geral da República, destacou a necessidade de especialização em questões ambientais.
  • Frischeisen alertou sobre a sobreposição de processos criminais em varas da Justiça Federal, afetando a eficácia ambiental.
  • Ela propôs um mapa de jurisdição para maior especialização e agilidade dos magistrados.
  • Prevenção e responsabilização são fundamentais para integrar análises cíveis e criminais no Judiciário.
  • A atuação preventiva é essencial na proteção ambiental, não apenas após crimes ocorrerem.
  • Exemplos de iniciativas do MPF incluem os acordos de reparação de Brumadinho e Mariana, e o projeto Amazônia Protege.
  • O MPF busca uma ação abrangente, englobando prevenção, fiscalização, reparação e responsabilização.

Ministério Público Federal (MPF) Ministério Público Federal (MPF)
Ministério Público Federal (MPF)

O Ministério Público Federal (MPF) enfatizou a importância de integrar as esferas cível e criminal na proteção ambiental durante o encontro Judiciário Sustentável do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Realizado em Brasília, na sexta-feira (14), o evento buscou sensibilizar autoridades e a sociedade sobre a preservação do meio ambiente.

Representando o MPF, a subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen destacou, em uma mesa redonda, a necessidade de especialização dos profissionais na área ambiental. Ela explicou que a atuação no MPF muitas vezes envolve ofícios mistos, abrangendo tanto a esfera penal quanto a cível.

Frischeisen alertou que a sobreposição de processos criminais com outros assuntos nas varas da Justiça Federal, como no caso do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), pode comprometer a eficácia na persecução ambiental. Ela defendeu um mapa da jurisdição que permita maior especialização e agilidade para os magistrados.

Prevenção e responsabilização são pilares da proposta de Frischeisen, que busca fortalecer estruturas capazes de integrar análises cíveis e criminais no Judiciário. Para ela, é essencial atuar preventivamente na tutela ambiental, e não só após a ocorrência de crimes.

No MPF, iniciativas como os acordos de reparação das barragens de Brumadinho e Mariana, e o projeto Amazônia Protege, que utiliza dados de satélite para coibir o desmatamento ilegal, exemplificam essa abordagem integrada.

Assim, o MPF visa uma ação abrangente, que inclua a prevenção, fiscalização, reparação e responsabilização, cobrindo desde a detecção de riscos até a reparação de danos ambientais existentes.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)