A dermatite atópica é uma doença de pele que afeta a saúde física e emocional, impactando o sono e a autoestima dos pacientes. Em casos crônicos, a coceira intensa causa feridas que tornam a pele extremamente sensível.
Clara Emery, estudante de medicina, enfrenta a doença desde a infância. “Tive de tomar antibióticos para evitar infecções nas feridas. Dormir e tomar banho eram torturantes”, relata.
A dermatite atópica frequentemente atinge regiões dobráveis como joelhos e cotovelos. Alimentação, sol e estresse são gatilhos comuns. Segundo Clara, envolvimento social também é prejudicado devido ao preconceito em torno das lesões aparentes.
Para tratamento, Clara usa um medicamento imunobiológico. Este tratamento específico, porém caro, pode ultrapassar R$ 10 mil por caixa. Ela tentou cremes, homeopatia e corticosteroides antes de encontrar alguma estabilidade.
A dermatologista Rosana Lazzarini destaca o grande impacto na qualidade de vida que a doença causa. A coceira intensa afeta o sono e o desempenho escolar ou profissional. Ela ressalta que 40% das crianças afetadas carregam a doença para a vida adulta.
A dermatite atópica não é contagiosa, mas carrega forte estigma social. Em 23 de setembro, celebra-se o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica no Brasil, visando educar a população sobre a doença.
Tratamentos inovadores ainda não são acessíveis pelo SUS, apesar de sua eficácia comprovada em casos graves. Roberto Takaoka, da Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA), enfatiza a necessidade de informações sobre opções terapêuticas e o papel das campanhas educativas para combater o preconceito.