PF cumpre mandado em Parnaíba contra grupo suspeito de fraudar 172 benefícios do INSS

Operação Laudo Cego investiga esquema que teria usado laudos médicos falsos para conseguir benefícios por incapacidade temporária

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta terça-feira (22), um dos 39 mandados de busca e apreensão da Operação Laudo Cego em Parnaíba, no litoral do Piauí contra um grupo suspeito de fraudar a concessão e a manutenção de benefícios previdenciários por incapacidade temporária.

Até o momento, a investigação identificou 172 benefícios potencialmente fraudulentos. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

A operação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Força-Tarefa Previdenciária, que também conta com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

Além de Parnaíba, os mandados são cumpridos em municípios do Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará e Ceará.

Como o grupo teria agido

Segundo a investigação, o grupo teria utilizado laudos médicos falsos para obter benefícios previdenciários de forma irregular. A organização seria formada por servidores públicos, profissionais da área da saúde, contadores, empresários e intermediários.

Entre as práticas investigadas estão a emissão de documentos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios e a inserção de informações fraudulentas nos sistemas da Previdência.

Os investigadores também apuram o recrutamento de pessoas para receber os benefícios e a movimentação dos valores obtidos de forma ilícita.

A investigação começou depois que foram identificados indícios de um esquema voltado à concessão indevida de benefícios e é um desdobramento da Operação Camisaria.

Mais de R$ 6 milhões em prejuízo

Até o momento, a investigação identificou 172 benefícios potencialmente fraudulentos. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

Além das buscas, foram determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, proibição de contato entre eles e bloqueio de bens e valores.

As medidas têm como objetivo preservar provas e garantir eventual ressarcimento dos valores aos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar a extensão do esquema.