Na ONU, Trump ameaça uso de força militar na América Latina

Presidente dos EUA fala em proteger interesses nacionais vitais na região

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o uso da força militar na América Latina em discurso na sede das Nações Unidas (ONU). Durante a abertura da 81ª Assembleia Geral, Trump destacou a disposição dos EUA em garantir seus interesses na região.

“Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais ameaças à América [EUA]. Usaremos nosso poder militar, se necessário, para proteger interesses vitais”, afirmou Trump.

A participação de Trump seguiu o discurso do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a autonomia da América Latina afirmando que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

Trump celebrou o acordo que garante o controle de 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono, resultado do que chamou de “invasão ilegal” contra o governo venezuelano em janeiro. O presidente Nicolás Maduro foi capturado sob acusação de liderar um narcoestado, alegação contestadapor especialistas.

Além das ameaças à Venezuela, Trump dirigiu críticas a Cuba. A delegação cubana abandonou a sessão em protesto. Ele comparou ainda cartéis de drogas da América Latina ao ISIS, afirmando que são o “ISIS do Hemisfério Ocidental” e prometeu ação militar para combatê-los.

Trump mencionou o México, elogiando seu relacionamento com o governo de Claudia Sheinbaum, mas criticou a violência dos cartéis no país. Claudia Sheinbaum, em resposta, acusou os EUA de ingerência, defendendo a soberania nacional.

Por último, Lula destacou que a região vive sob pressão da maior potência militar do mundo ao citar intervenções nos processos eleitorais de países como Venezuela e Cuba.