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Tem eleições? Lula teje preso

Prender o Lula: obra maior dos sabujos a serviço do Império do Norte continental.


Ex-governador Lula

Ex-governador Lula Foto: Viomundo

A excepcionalidade política que move e determina neste momento a vida nacional brasileira, parece chegar aos níveis mais graves de escancaramento e suportabilidade. Pior: níveis que não sabemos de seus limites. Vejam o sistema do Capital, no requinte de sua perversão, roubando dos pobres, pela carestia da comida, o mísero tostão das emergências.

Tendo como ponto mais drástico o golpe que anulou o resultado eleitoral de 2014 para a Presidência, depondo a eleita, e o aprisionamento político da liderança que claramente seria escolhida no pleito de 2018 – Lula da Silva –, a ruptura institucional segue em desdobramentos que desvanecem gravemente os arranjos de democracia formal proclamados em 1988: já, de nascença, uma pactuação fragilizada pela preponderância das tiranias do regime de 64, conservadas na “nova” letra constitucional.

O coletivo dito nacional ruma norteado pela empulhação como regra e a mentira movendo as condutas que se deslavam pela ação processual política de atores à cabeça da República, sabujos impatrióticos, cujo empenho maior é aprofundar a submissão colonial do Brasil. Alguns lances desastrosos destes dias graves, Covid prestando homenagem ao protofascismo, íntimo da morte:

1. O Direito que dizem os supremos juízes – e juizecos e verdugos entreguistas –, é aquele cuja aplicação depende do que determina a chamada “opinião pública”;

2. O que chamam de opinião pública é a posição publicada da oligarquia-empresa, dona dos meios de comunicação, na diversa modalidade manipulatória que detém;

3. A posição publicada sustenta a trama da subalternidade governativa. Ação direta da mídia-empresa é de partido político, que avilta corações e mentes com o que não diz;

4. Partidos-empresas retrógrados, antidemocráticos, máquinas corruptas desde a raiz, faturam a engabelação popular, de massas; o negacionismo os traduz;

5. Democracia que não avança na construção republicana, da igualdade e da justiça, travada por tais régulos neocolonialistas; a violência é seu método de agir;  

6. A República em voga é capenga, travada pelo dna quarteleiro original, de 89, legiões servis ao borrame do Norte continental: têm por inimigo o povo brasileiro;

7. Povo bestializado por obra dessa elite cheia de ódio e propensa ao crime: povo, seu alvo de escravidão secular, que condena à impotência cívica, ao lixo civilizatório;

8. Monstruosa escravidão vigente resiste, criou coro grosso; qualquer intento mais incisivo de suplantá-la, capatazes de vis tiranias aniquilam intentadores;

9. Capatazias banqueiras-financeiras, a quem empresas e instituições, quase todas, de joelhos, prestam serviços; capatazes agora assaltando, de vez, o Banco Central;

10. Empresas e instituições para servir ao rentismo e assegurar a subtração do trabalho alheio para o gozo concentrado e continuado de poucos;

11. Trabalho escravo; trabalhador que a ideologia de seus algozes transformou num “subjugado agradecido”, votando no “chefe” que lhe “deu” prato de comer;

12. Trabalhador que a trama de infames brasicanos condena e execra. Lula! Viva teus 75, teu querer aconchegar pobres. Sabujos do ódio, lavem suas mãos emporcalhadas.  

Salve! Militana. Mandu vive. Recordar Raimundo Jutaí, viva!  

Fonseca Neto, da APL.

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Sobre a coluna

Fonseca Neto

Fonseca Neto

FONSECA NETO, professor, articulista, advogado. Maranhense por natural e piauiense por querer de legítima lei. Formação acadêmica em História, Direito e Ciências Sociais. Doutorado em Políticas Públicas. Da Academia Piauiense de Letras, na Cadeira 1. Das Academias de Passagem Franca e Pastos Bons. Do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.

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