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Tempo tesouro finito

O tempo não se esgota em si se o olharmos sobre a perspectiva do tempo astronômico ou geológico


Tempo

Tempo Foto: Divulgação

Talvez até mais que o amor, seja o tempo a mais abundante matéria-prima para o pensamento e o conhecimento humano. Há um sem número de obras literárias, de dramaturgia, de artes plásticas, de música e poesia que têm o tempo como foco mais importante – às vezes na companhia do amor, da solidão, da amizade... Nem daria tempo e nem haveria espaço para citar o que, ao longo do tempo – desde tempos imemoriais – se produziu em termos de ficção e não ficção, de arte, cultura e conhecimento tendo por tema o passar dos segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milênios.

O tempo não se esgota em si se o olharmos sobre a perspectiva do tempo astronômico ou geológico. Bilhões de anos nos separam do que a Teoria do Big Bang nos diz ter sido o ponto inicial de surgimento do universo e dentro desse espaço gigantesco de tempo, temos o tempo geológico, o que pode medir a idade da Terra, medido em centenas de milhões de anos. Nós, humanos, ocupamos uma ínfima parte do tempo nesse Planeta.

As teorias mais aceitas nos colocam há menos de 100 mil anos como seres humanos capazes de se reunir em sociedade. Se aceitarmos a ideia da Criação presente no Gênesis, nossa presença na Terra é ainda mais recente. Na contagem do calendário judaico, do qual deriva o nosso calendário, a Criação teria se dado há 5.781 anos.

Isso posto, é interessante notar que nós precisamos cuidar melhor de nosso tempo – porque nosso tempo é curto demais numa escala comparativa com o tempo astronômico (idade do Universo), o tempo geológico (idade do Planeta) e tempo humano (da evolução ou da criação). Se considerarmos a nossa esperança de vida ao nascer (no Brasil, 74,8 anos ao nascer), nosso tempo é um tesouro finito. Assim, usar bem o tempo é realmente um bom desafio ou, mais do que isso, um imperativo para todos nós.

Há muitas maneiras de usar bem o tempo e existem até aqueles que criam métodos e técnicas para administrar melhor o tempo – mas uma regra geral deveria ser a de se buscar não desperdiçar o tempo. E isso se poderá começar dando importância maior ou menor às coisas, às pessoas, aos fatos.

O que for de somenos importância não pode nem deve nos preocupar e nos fazer perder tempo, porque como nos ensina o Eclesiastes, “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

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