VAZA JATO

Vaza Jato prova que Dallagnol é o canalha mais canalha da Lava Jato

Diálogos vazados nesta terça-feira mostram que Deltran, Moro e Lava Jato agiam politicamente e tinham até candidatos


Dallagnon e Sérgio Moro

Dallagnon e Sérgio Moro Foto: Revista Forum

Os dialogos vazados até agora pelo Intercept Brasil provam de forma muito clara que o procurador chefe da Lava Jato no Paraná, Deltran Dallagnol, é o canalha mais canalha da força tarefa do Ministério Público Federal.

Está claro que, em público mostrava-se como um novinho, bonzinho, com cara de isento, "apolítico"; posava de procurador da República com ar de sério, pastor e jovem a serviço da lei e do combate à corrupção. Mas era tudo farsa.

A postura dele e dos seus subordinados era pura máscara. Na verdade trata-se de um oportunista que, como muitos falsos moralistas, aproveitou-se do cargo para agir politicamente e a serviço dele mesmo e de grupos de extrema direita para evitar o retorno de esquerdistas ao poder.

Ele é exatamente o contrário do que aparentava. É um ser vaidoso e ganancioso ao extremo, a ponto de buscar ficar rico usando o cargo público e os "bons  resultados" da Lava Jato, todos forjados por ele próprio e a força tarefa que comandavam. Coisa típica de canalha, que joga por baixo do pano para enganar as pessoas.

Dallagnol e seu grupo em coluio com o então "juíz" Sérgio Moro e grande parte da mídia familiar enganaram milhões de brasileiros de boa fé. Tudo que dizia para se esquivar de apuros e críticas era mentira, fingimento, armação.

O procurador do PowerPoint desastrado, da República de Curitiba, fazia questão de dizer a jornalistas e em palestras que não era político e nem estava a serviço da politica ou de políticos. Tudo lero e enganação, conforme os diálogos levados a público, agora, pela Vaza Jato.

Sempre com ar esnobe, de quem debocha dos demais humanos (menos Moro é claro), Deltran buscaca criminalizar a política e demonizar os políticos. Mas por baixo do pano demonstrava vontade de ser político. Sonhou até em ser senador, conforme revelou o Intercept nesta terça-feira.

Seu mantra era sempre o combate a corrupção. Tudo mentira. Ele atuou politicamente desde que foi para a Lava Jato. Sonhou ser senador e queria um procurador eleito em cada estado, para, o que parece, criar sua própria casta no Congresso. Como disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, a Lava Jato queria ter seu próprio nicho de poder.

O viés político e ideológico de Deltran Dallagnol e seu grupo, conforme revelado pelo The Intercept Brasil, estava claro ao perseguir somente os petistas e, em conjunto com seus asseclas e o então "juíz" escroto Sérgio Moro, fez o maior jogo sujo para acusar e condenar o ex-presidente Lula.

As conversas vazadas pelo The Intercept mostram claramente que ele e seu grupo são canalhas, preconceituosos, fascistas. Em público se mostram de um jeito, mas nos porões, nos bastidores e em conversar são exatamente o contrário. São frios, desumanos, esnobes e sem limites.

Os diálogos revelados pela Vaza Jato mostram que são inexperientes, por vezes até infantis, e que, alguns, mau conhecem o Direito, mas se arvoram em querer mostrar que sabem de tudo.

Eles são uns cretinos. Agiram fora da lei, forjaram provas, perseguiram inocentes, denunciaram sem provas e causaram a maior crise política e econômica do País em todos os tempos. O pior: estão impunes e certos de que são inimputáveis.

No fundo, no fundo são uns aloprados que, para "subir na vida" e conseguir fama a qualquer custo, levaram milhares de pessoas ao desemprego, à miséria e ao desespero. Todos já deveriam estar presos pelos inúmeros crimes que cometeram.

Os conteúdos das conversas de Dallagnol e seu grupo, vazadas estão no Site The Intercept Brasil.

https://theintercept.com/2019/09/03/deltan-senado-candidato/

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Sobre a coluna

Luiz Brandão

Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há mais de 35 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Atualmente é diretor de jornalismo do portal www.piauihoje.com

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