Vacina Pneumo 20 será disponibilizada pelo SUS para crianças de até 5 anos

Nova dose substitui gradativamente as versões anteriores e amplia proteção contra pneumonia e meningite a partir de junho de 2026; entenda como funcionará o calendário de aplicação

A vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) passará a integrar o calendário de vacinação de rotina nos postos de saúde públicos do Brasil a partir do mês de junho de 2026. A mudança amplia o público-alvo para todas as crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, deixando de ser exclusiva para grupos de risco ou prematuros.

O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, causadora de doenças graves como pneumonia, meningite, otite e sinusite. A incorporação do novo esquema visa atualizar a cobertura vacinal e substituir de forma gradual a antiga versão Pneumo 10.

Para os bebês menores de 12 meses que estão iniciando o ciclo de proteção, o novo esquema de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) será dividido em três etapas obrigatórias. 

Regras de transição para crianças entre 12 meses e 4 anos de idade

As crianças que já iniciaram ou completaram o esquema vacinal antigo e possuem idades entre 1 e 4 anos também devem comparecer às unidades de saúde para garantir a dose de transição da Pneumo 20. Para os casos de crianças que já tomaram as duas doses básicas anteriores (D1 e D2), a orientação oficial é aplicar uma dose de reforço com a VPC20, respeitando o intervalo de 60 dias após a aplicação da segunda dose. 

Caso o prazo já tenha passado, o reforço pode ser feito a qualquer momento até o limite de 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Já para os pacientes que registram atraso e possuem no histórico apenas a primeira dose do esquema básico, o procedimento padrão será o recebimento de apenas uma dose de reforço direto com a nova Pneumo 20, contanto que se respeite o intervalo mínimo de 60 dias após a primeira aplicação. Pais e responsáveis devem se dirigir ao posto de saúde mais próximo de sua residência portando a caderneta de vacinação da criança, o documento de identificação e o cartão do SUS para que as equipes de enfermagem avaliem o histórico e façam a atualização necessária.