Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%

ANS aponta que aumento nos planos coletivos em 2026 é o menor em cinco anos, mas supera a inflação.

Os planos de saúde coletivos no Brasil tiveram um reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na sexta-feira (8). Esse aumento é o menor registrado em cinco anos, embora ainda seja mais que o dobro da inflação oficial.

Para efeito de comparação, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 3,81% em fevereiro de 2026. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) costuma criticar reajustes que superam a inflação, mas a ANS defende que a comparação direta não é adequada.

Os planos coletivos, que são contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe, tiveram seu último reajuste médio mais baixo em 2021, com 6,43%, devido à redução de consultas e procedimentos durante a pandemia de covid-19.

Confira a média de reajustes ao longo dos anos:

ANOREAJUSTE
201615,74%
201714,24%
201811,96%
201910,55%
20207,71%
20216,43%
202211,48%
202314,13%
202413,18%
202510,76%
20269,90%

Nos planos coletivos, os reajustes são negociados entre as partes envolvidas. Planos com menos de 30 beneficiados têm o mesmo percentual de reajuste por operadora, o que permite que a ANS observe reajustes médios separadamente por porte. Para 2026, planos com 30 ou mais vidas subiram 8,71% em média, enquanto os menores tiveram aumento de 13,48%.

A ANS informou que, em março de 2026, o Brasil registrou 53 milhões de vínculos de planos de saúde, um aumento de 906 mil em um ano. Desse total, 84% são planos coletivos. Em 2025, o setor registrou receitas de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido de R$ 24,4 bilhões.