A Fundação do Câncer alerta que o melanoma, embora frequentemente associado ao câncer de pele, pode surgir em outras partes do corpo, como no olho e em mucosas. Este tipo de neoplasia é mais raro, mas apresenta maior agressividade em razão do potencial de metástase.
No boletim recente Análises e Tendências em Câncer, a Fundação descreve a importância de conhecer o melanoma extrapele para prevenção e diagnóstico precoce. Segundo o documento, "conhecer este tipo de câncer é o primeiro passo para enfrentá-lo".
O estudo indica que o enfrentamento do melanoma requer articulação entre várias especialidades médicas e acesso oportuno ao tratamento. De 2014 a 2023, a cirurgia foi o principal tratamento inicial no Brasil, sendo mais comum no Sudeste.
Apesar dos avanços em tratamentos como a imunoterapia, a Fundação ressalta que o custo elevado dos medicamentos é uma barreira significativa. O SUS enfrenta dificuldades para disponibilizar essas terapias devido ao alto custo.
Estatísticas do Inca mostram que em 2023 foram registradas 2.047 mortes por melanoma de pele no país. Estudos indicam que a exposição à radiação ultravioleta é o principal fator de risco para o câncer de pele, com maior incidência no Sul do Brasil.
O boletim completo e outros detalhes podem ser consultados neste link.