Uma fiscalização realizada nesta sexta-feira (24), no Hospital Areolino de Abreu, apontou atraso no cronograma das obras de reforma, além de uma sobrecarga de trabalho para os funcionários e a necessidade urgente de contratação de pelo menos sete médicos plantonistas para atender à demanda da unidade, que opera com alta ocupação de seus 160 leitos.
O relatório do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) afirmou ainda que o local apresenta péssimas condições estruturais, como a falta de climatização na cozinha e no refeitório, além de um quadro de funcionários insuficiente, o que gera desvio de funções e riscos tanto para os colaboradores quanto para os pacientes
A unidade, que é a maior referência em urgência e emergência psiquiátrica do estado, enfrenta desafios diários para manter a segurança e a qualidade do atendimento, agravados pela demora na conclusão das intervenções físicas prometidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).
De acordo com o CRM, em reunião anterior, a Sesapi havia se comprometido a entregar parte da reforma ainda em abril, prazo que, segundo a fiscalização, não está sendo cumprido conforme o cronograma.
O CRM-PI encaminhará um relatório técnico aos órgãos competentes, cobrando medidas imediatas para regularizar o funcionamento do hospital. O objetivo das entidades é garantir que o Estado cumpra seu dever de promover um atendimento digno e seguro, evitando que novos incidentes graves, como a morte de um paciente registrada em fevereiro deste ano, voltem a ocorrer.
A fiscalização ocorreu em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPPI). O portal Piauí Hoje entrou em contato com a Sesapi e o espaço segue aberto para posicionamento.