Consumo de ovo pode ajudar a melhorar a memória, indica pesquisa

Estudo nos EUA aponta efeitos do alimento nas funções cognitivas, sobretudo entre mulheres

Nas últimas décadas, o ovo passou de vilão a um dos alimentos mais completos, sendo reconhecido por seus benefícios à saúde. Um estudo recente, publicado em agosto no periódico Nutrients, mostra que o consumo de ovos está associado a impactos positivos na memória, especialmente entre mulheres.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego analisaram dados de 890 indivíduos. O estudo revelou que mulheres que consumiam ovos tinham menor declínio na fluência verbal ao longo dos anos, mostrando melhor capacidade de nomear itens, como animais.

A colina, uma vitamina do complexo B encontrada na gema, é essencial para a produção de acetilcolina, um neurotransmissor importante para a aprendizagem e memória. Outros compostos como luteína e zeaxantina têm ação antioxidante, ajudando a proteger o cérebro.

Além disso, o ovo é rico em proteínas. A clara é cheia de aminoácidos, essenciais para a construção muscular e para a saúde de unhas, cabelos e pele.

Contudo, é comum encontrar pessoas que consomem ovos em excesso na tentativa de aumentar a proteína na dieta. A nutricionista alerta que o corpo tem um limite para absorver proteínas, e a quantidade deve ser ajustada conforme o perfil de cada um.

Sobre o colesterol

Historicamente, o ovo foi considerado prejudicial na década de 1970 por seu alto teor de colesterol. Estudos mais recentes mostram que a maioria do colesterol no corpo é produzida pelo fígado. Para a maioria das pessoas, o colesterol dietético não impacta significativamente os níveis sanguíneos. O consumo excessivo de gorduras saturadas e trans é mais prejudicial.

O ovo no dia a dia

Com sua reputação restaurada, aqui estão algumas maneiras de incluir o ovo na dieta de forma equilibrada:

Exceto para alérgicos, o ovo é um alimento altamente benéfico, sempre dentro do contexto de equilíbrio. A ciência comprova isso.