Campanha 'Junho Vermelho' de doação de sangue vira lei nacional

Nova lei foca na conscientização e mobilização para aumentar doações no país

A campanha nacional Junho Vermelho agora é lei, buscando incentivar a doação de sangue em todo o país. Sancionada pela Presidência da República, a Lei 15.491, de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União e estabelece ações de conscientização durante o mês de junho.

De acordo com a norma, o poder público deve produzir e divulgar materiais educativos e promover eventos de conscientização para destacar a importância de doar sangue. Além disso, os prédios públicos serão iluminados na cor vermelha durante a campanha.

A iniciativa teve origem no PL 205/2022, do ex-deputado Francisco Jr. (PSD-GO) com relatoria do senador Wilder Morais (PL-GO), aprovado recentemente no Senado.

Em seu relatório, Wilder enfatiza a importância do altruísmo no ato de doar sangue, essencial para emergências e tratamentos complexos. Apesar de 90% da população poder doar, muitos não o fazem por falta de informação ou medo. Em 2023, o SUS coletou mais de 3,2 milhões de bolsas de sangue, mas ainda abaixo do ideal preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS recomenda que 2% a 2,5% da população doe sangue regularmente, enquanto no Brasil esse índice está entre 1,4% e 1,6%. Isso evidencia a necessidade de expandir a base de doadores.

Segundo Wilder, a campanha Junho Vermelho pretende dar prioridade à doação de sangue na agenda pública, assegurando visibilidade, recursos e incentivando a solidariedade, para manter os estoques de sangue em níveis seguros.