O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, presta depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (27) no inquérito que investiga suspeitas de fraudes relacionadas à instituição financeira. A oitiva está marcada para as 10h e será realizada por videoconferência, a partir da carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, onde o empresário está preso preventivamente desde junho.
Esta será a primeira vez que Vorcaro será ouvido pela Polícia Federal no âmbito da investigação desde a chegada do criminalista Daniel Bialski à equipe responsável por sua defesa.
O depoimento ocorre também após a PF ter recusado duas propostas de delação premiada apresentadas pela defesa do banqueiro. A colaboração seria uma das possibilidades avaliadas pelos investigadores para obter informações sobre o funcionamento do suposto esquema investigado.
A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo operações do Banco Master. O caso está sob responsabilidade da Polícia Federal e envolve a análise de documentos, operações financeiras e possíveis fraudes relacionadas à instituição.
Vorcaro está preso preventivamente desde junho. A prisão foi determinada no curso das investigações e tem sido questionada pela defesa, que busca alternativas para a situação cautelar do banqueiro.
O depoimento desta quinta-feira poderá ajudar os investigadores a esclarecer a participação de Vorcaro nos fatos apurados, além de levantar novas informações sobre outras pessoas e operações que estejam sob investigação.
O que pode acontecer
A oitiva também ocorre em um momento considerado importante para a estratégia da defesa. Com a entrada de Daniel Bialski, a defesa passou a adotar uma nova estratégia no caso.
Durante o depoimento, Vorcaro poderá responder às perguntas dos investigadores ou exercer o direito de permanecer em silêncio em relação a determinados pontos. As informações apresentadas serão posteriormente analisadas pela Polícia Federal e poderão ser confrontadas com documentos e demais provas reunidas no inquérito.
O depoimento, portanto, não representa uma conclusão da investigação. Após a coleta das informações, a PF deverá continuar as diligências antes de apresentar suas conclusões às autoridades responsáveis pelo caso.