A cantora Anitta declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (9), a artista criticou o bolsonarismo, movimento político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que ele estimula o ódio, a intolerância e conflitos entre pessoas que têm opiniões diferentes.
Durante o pronunciamento, Anitta questionou a associação do bolsonarismo à direita tradicional. Na avaliação da cantora, enquanto grupos políticos historicamente divergiam sobre projetos de governo, o movimento ligado à família Bolsonaro teria transformado as disputas em confrontos pessoais e familiares.
“Por isso que eu não chamo o bolsonarismo de direita, eu não chamo, chamo de bolsonarismo”, afirmou.
A artista também criticou acusações contra as urnas eletrônicas sem apresentação de provas, discursos que incentivam rupturas democráticas e o uso da religião para influenciar o voto. Segundo ela, essas estratégias contribuem para dividir a sociedade e estimular preconceitos contra grupos vulneráveis.
“É fazer o povo acreditar que partido político é uma escolha entre família e Jesus Cristo, e a promiscuidade, o capeta”, disse.
Anitta critica brigas políticas entre familiares
Outro ponto destacado pela cantora foi o impacto das divergências políticas nas relações pessoais. Anitta afirmou que discordâncias eleitorais não deveriam levar ao rompimento de vínculos entre amigos e familiares.
“A gente não devia ser obrigado a odiar quem a gente ama, que já ajudou a gente na vida, que nos criou, gente da nossa casa, um amigo que a gente gosta de conviver, mas quem começou isso foi o bolsonarismo”, afirmou.
A cantora também reconheceu que subestimou a força eleitoral do movimento ao acreditar que Lula venceria a eleição ainda no primeiro turno. Ela admitiu que sua expectativa não correspondeu ao resultado das urnas.
“Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu tava convencida de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo”, declarou.
Cantora defende políticas sociais de Lula
Ao explicar sua escolha eleitoral, Anitta ponderou que as críticas ao governo petista não devem apagar os resultados de políticas públicas voltadas à população mais pobre. Para ela, é necessário considerar tanto os problemas da administração quanto os benefícios atribuídos aos programas sociais.
“O fato de você enxergar as problemáticas políticas em torno do Lula, que não podem ser ignoradas, isso não pode apagar os benefícios que os projetos trouxeram e ainda trazem há anos para tantas pessoas necessitadas”, disse.
A artista também citou seu envolvimento em pautas relacionadas aos direitos das mulheres, aos povos indígenas, à preservação ambiental e ao combate ao racismo religioso. Além disso, mencionou iniciativas contra as apostas on-line e em defesa do fim da escala de trabalho 6x1.
Anitta afirma que posicionamento deve ser diário
No vídeo, a cantora declarou que seu posicionamento político vai além das manifestações feitas durante o período eleitoral. Ela afirmou que suas escolhas profissionais, entrevistas e produções artísticas também refletem os valores que defende.
Anitta ainda disse ter perdido milhões de seguidores por causa de suas posições políticas, mas ressaltou que pretende continuar se manifestando publicamente.
“Posicionamento não é um dia, não é na hora que se quer, não é na hora que tá virando trend na internet. Posicionamento é todos os dias”, declarou.
Ao final do pronunciamento, a artista reafirmou seu apoio ao presidente e confirmou o voto no candidato do PT no segundo turno.
“Meu voto é 13, meu voto é Lula, porque não tem como ser diferente disso diante de todas as circunstâncias que o Brasil tá vivendo agora”, concluiu.