TSE se reúne com diplomatas da ONU, EUA, UE e Cuba sobre eleições

Tribunal busca colaboração internacional para eleições de 2026 com observadores estrangeiros.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou uma série de reuniões com diplomatas estrangeiros para discutir a atuação das Missões de Observação Eleitoral nas eleições gerais de 2026. Representantes da ONU, União Europeia, Estados Unidos e Cuba participaram dos encontros na sede da Corte, em Brasília, recebendo informações sobre o sistema eleitoral brasileiro.

As delegações foram recebidas pela juíza Renata Gil, diretora de Assuntos Internacionais do TSE. Os temas incluíram a organização das eleições, segurança e transparência da urna eletrônica. Além disso, foi explicado o papel de mesários e magistrados na coordenação do pleito.

No próximo dia 17, o TSE promove a Sessão Informativa para as Embaixadas, visando ambientar representantes estrangeiros sobre a tecnologia e segurança do processo de votação. A Corte planeja abordar estratégias contra desinformação, incluindo o uso de deepfakes e disparos em massa de informações falsas.

A agenda começou com a visita do embaixador de Cuba, Victor Manuel Cairo Palomo, que demonstrou interesse em um acordo de cooperação com o TSE. Nos dias seguintes, Renata Gil se reuniu com representantes dos Estados Unidos e da União Europeia. A ONU também participou de rodadas de conversas.

Essas reuniões são fundamentais, pois as Missões de Observação Eleitoral fornecem avaliações independentes sobre a integridade e legalidade do processo eleitoral, sugerindo melhorias contínuas. Observadores acompanham etapas críticas, como auditorias e totalização de resultados, sem interferir na gestão da Justiça Eleitoral.

No pleito de 2026, a OEA, União Europeia, Parlasul, Uniore, entre outros, já confirmaram participação, enquanto a União Africana ainda avalia o convite. Em 2022, 13 missões, incluindo sete internacionais, acompanharam o processo.