O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reiterou em Brasília que a resposta do Judiciário brasileiro a supostas irregularidades, incluindo vazamentos de mensagens, ocorrerá dentro da legalidade. Fachin destacou que, apesar da gravidade dos fatos, não se pode recorrer a "atalhos".
“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, demanda maior compromisso com a legalidade e as garantias constitucionais,” afirmou Fachin, durante evento no Palácio do Planalto. O ministro prometeu que a investigação seguirá a Constituição e o ordenamento jurídico.
No mesmo evento, que sancionou leis para o aperfeiçoamento da Justiça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a igualdade na aplicação da legislação. “Ninguém pode utilizar o cargo em benefício pessoal”, destacou Lula.
Lula também alertou sobre os perigos dos vazamentos seletivos e fake news, que, segundo ele, ameaçam a democracia. “Vivemos uma época perigosa, onde o denuncismo não contribui com a democracia”, alertou o presidente.
Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça pediu a abertura de inquérito contra o colega Alexandre Moraes após relatório da Polícia Federal apontar ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin deu prazo de cinco dias para Mendonça e o procurador-geral Paulo Gonet se manifestarem sobre o caso.