Rafael Fonteles promete reduzir pela metade analfabetismo no Piauí

Plano de Governo para eventual segundo mandato prevê ampliar o Alfabetiza Piauí e fortalecer a EJA

O governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) incluiu no Plano de Governo para um eventual segundo mandato a meta de reduzir em 50% a taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais no Piauí. A proposta está inserida no programa Piauí Alfabetiza e Avança e prevê a ampliação do Programa Alfabetiza Piauí e das vagas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

De acordo com o documento, uma das estratégias é ampliar o alcance do Alfabetiza Piauí, com prioridade para pessoas com mais de 40 anos. Entre os indicadores previstos para acompanhar a execução da política estão o número de vagas ofertadas pelo programa e a taxa de conclusão dos participantes.

O Alfabetiza Piauí foi criado pelo Governo do Estado para atender jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à alfabetização na idade considerada adequada. A legislação estadual estabelece o programa como uma política voltada à alfabetização desse público e à preparação dos estudantes para ingressarem na Educação de Jovens e Adultos.

Meta prevê ampliação do programa

Segundo a proposta apresentada pela campanha, a ampliação da política de alfabetização deverá atingir principalmente a população adulta e idosa. Em uma apresentação das metas para um eventual novo mandato, Rafael Fonteles afirmou que a intenção é alfabetizar 100 mil pessoas desse público e reduzir pela metade a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais.

Atualmente, o programa já integra as políticas educacionais do Estado. Balanço divulgado pelo Governo do Piauí aponta que o Alfabetiza Piauí alcançou mais de 20 mil matrículas em 2025, entre jovens, adultos e idosos.

Durante a apresentação das propostas, Rafael Fonteles relacionou o analfabetismo de adultos e idosos a dificuldades históricas de acesso à educação, especialmente no interior e na zona rural do Estado.

“O Piauí ainda tem um elevado índice de analfabetismo entre adultos e idosos porque, há 30, 40, 50 anos, se negava o direito do cidadão que estava no interior, nas pequenas cidades e na zona rural de sequer pisar numa escola. Quando Wellington Dias assumiu o governo, em 2003, tínhamos cerca de 100 municípios sem sequer o ensino médio. De lá para cá, avançamos muito”, afirmou Rafael Fonteles.

O candidato também declarou que pretende ampliar a política de alfabetização caso seja reeleito.

“Queremos alfabetizar 200 mil no próximo mandato”, declarou.

Fonteles ainda destacou os efeitos que, segundo ele, a alfabetização pode produzir na vida de pessoas que retornam aos estudos na fase adulta.

“Esse trabalho muda vidas e transforma histórias. São pessoas que voltaram a estudar depois de adultas, ganharam mais autonomia e terão um futuro com muito mais oportunidades. Nunca é tarde para estudar. Continuamos o nosso esforço para alfabetizar cada vez mais e diminuir esse déficit histórico”, destacou.

A meta de redução de 50% do analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais está entre as propostas de educação apresentadas para o período de 2027 a 2030, caso Rafael Fonteles seja reeleito.