Rafael Fonteles promete dobrar recursos da Fapepi para pesquisa aplicada

Programa do Plano de Governo 2027-2030 prevê que 70% dos projetos apoiados gerem soluções para população e economia do Piauí

O governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), propõe, no Plano de Governo 2027-2030, dobrar os recursos destinados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) à pesquisa aplicada. A proposta faz parte do programa Ciência que Gera Resultados, que estabelece ainda a meta de que pelo menos 70% dos projetos apoiados pela fundação gerem soluções com aplicação na qualidade de vida da população, nos negócios locais e no desenvolvimento dos territórios.

A proposta prevê ampliar a utilização do conhecimento científico e tecnológico para atender demandas do setor produtivo, da gestão pública e das diferentes regiões do estado. O plano também estabelece indicadores para acompanhar o número de projetos financiados pela Fapepi que resultem em produtos ou soluções aplicáveis.

Investimentos já realizados

A proposta apresentada para o próximo ciclo tem como contexto uma série de investimentos feitos pela Fapepi em 2026. Em maio, o Governo do Piauí anunciou um pacote de ações que soma R$ 70 milhões para ciência, tecnologia, inovação e formação acadêmica.

Entre os investimentos anunciados estão R$ 24,1 milhões para o Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil (PROFIX-CB), com bolsas e financiamento de projetos, além de R$ 16,8 milhões destinados ao apoio à pós-graduação. O programa prevê 245 bolsas de mestrado e 30 de doutorado. Também foram destinados R$ 3,5 milhões ao Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (PDCTR), voltado à interiorização de pesquisadores e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas nos territórios piauienses.

Em declaração durante o anúncio dos investimentos, Rafael Fonteles relacionou a política de ciência às demandas de cada região do estado.

“Um momento de priorização da pesquisa do Piauí. Trabalhamos muito para esses investimentos. É um trabalho feito em favor da ciência, da produção científica e da inovação, de forma descentralizada, respeitando as vocações de cada território, integrado às instituições e conectado às demandas reais da população”, afirmou o governador.

Proposta prevê descentralização

Para o período de 2027 a 2030, o programa também prevê ampliar a atuação descentralizada da Fapepi, com apoio a projetos capazes de transformar pesquisas em produtos e soluções destinados ao setor produtivo, à gestão pública e ao desenvolvimento territorial.

Outra proposta é ampliar a produção científica qualificada associada às bolsas da Fapepi e criar uma Rede Estadual de Núcleos de Inteligência Territorial, com integração entre instituições de pesquisa, governos locais e setor produtivo nos 12 territórios de desenvolvimento.

O plano também prevê a criação de sete hubs de inovação voltados a áreas consideradas estratégicas para o estado, como agroindústria e bioeconomia, economia digital, saúde e biotecnologia, indústria verde, indústria mineral e turismo e economia criativa.