O Ministério Público Eleitoral contestou 974 registros de candidatura para as Eleições 2026 em todo o país. As impugnações envolvem casos de inelegibilidade, condenações por improbidade administrativa, abuso de poder e suspeitas de ligação com organizações criminosas. Cabe à Justiça Eleitoral julgar os pedidos de impugnação para decidir se os candidatos estão aptos a participar do pleito.
Conforme o balanço parcial, apresentado até quarta-feira (26), os principais problemas são condenações criminais, falta de filiação partidária e quitação eleitoral, e não afastamento de cargos conforme exigido por lei. A maior parte das contestações – mais de 70% – refere-se a candidaturas para deputados estaduais e federais.
São Paulo lidera com 557 impugnações, seguido por Maranhão (55), Minas Gerais (41) e Paraíba (39). Além disso, a Procuradoria-Geral Eleitoral questionou a candidatura presidencial de Pablo Marçal, que enfrenta alegações de uso indevido dos meios de comunicação.
Também foram impugnadas candidaturas para governos estaduais e vices em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro e Distrito Federal. No RJ, a candidatura de Garotinho foi contestada com base na Lei da Ficha Limpa.
Além das inelegibilidades, a influência de organizações criminosas é uma preocupação. No RJ, foram sete impugnações por este motivo. No âmbito partidário, 13 contestação de Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários (Drap) foram feitas, principalmente por problemas na cota de gênero.
O MP Eleitoral destaca que organizações e candidatos adversários também podem impugnar as candidaturas. A decisão final sobre a validade das candidaturas compete ao judiciário, que deve concluir essa análise até 14 de setembro.
Saiba mais sobre a atuação do Ministério Público na cartilha Por Dentro das Eleições 2026.