MP Eleitoral participa da auditoria das urnas para eleições de 2026

Reunião da CAVE define critérios de fiscalização e segurança das urnas eletrônicas

O Ministério Público Eleitoral participou, nesta terça-feira (28), da primeira reunião da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) em conjunto com entidades que fiscalizarão as Eleições Gerais de 2026. O encontro, realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), teve como pauta a definição de critérios para auditoria das urnas.

Representantes das entidades fiscalizadoras debateram os procedimentos para escolher urnas que passarão por testes de integridade e autenticidade, essenciais para as auditorias realizadas na véspera e no dia da votação do primeiro turno. Promotores de Justiça, como Sávio Eduardo Nunes de Carvalho e Flávia Gomes Cordeiro, participaram do debate, reforçando a segurança de cada etapa eleitoral.

Flávia Cordeiro, titular da 2ª Zona Eleitoral do Piauí, destacou que a justiça eleitoral adota 30 etapas de segurança. "A comissão assegura que o voto depositado na urna eletrônica é o mesmo computado", afirmou.

Promotora de Justiça Flávia Gomes Cordeiro, titular da Promotoria Eleitoral da 2ª ZE do Piauí.

O presidente da CAVE, Francisco Valdo Rocha Reis, ressaltou que os testes públicos de integridade são fundamentais para demonstrar transparência no processo eleitoral, garantindo que os votos são registrados corretamente.

Francisco Valdo Rocha Reis, presidente da Comissão de Auditoria de Votação Eletrônica (CAVE).

Já o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, enfatizou a importância da participação das entidades fiscalizadoras para assegurar a transparência e eficácia dos mecanismos de fiscalização eleitoral.

No próximo sábado (03), a comissão definirá quais seções eleitorais terão suas urnas submetidas aos testes no domingo de votação (04). Os procedimentos poderão ser acompanhados por partidos, coligações, candidatos e eleitores.