Após o anúncio do reajuste de 15,04% do Bolsa Família, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a atualização dos benefícios foi planejada dentro de uma estratégia de maior eficiência na execução do programa. Segundo ele, o reajuste será viabilizado com recursos provenientes de economias e remanejamentos feitos em outras áreas do Governo Federal.
“Dois anos após a implementação do programa Novo Bolsa Família, o presidente Lula autorizou o reajuste de 15,04% sobre todas as parcelas do Bolsa Família. Significa recompor a inflação, mesmo baixa, das pessoas que mais precisam no Brasil”, afirmou.
Dias ressaltou que a decisão também levou em consideração a necessidade de manter o controle fiscal.
“Garantir também que isso fosse feito com total eficiência fiscal, ou seja, é dinheiro do remanejamento de economias feitas em outras áreas que garante o reajuste do Bolsa Família”, declarou.
Na avaliação do ministro, a atualização dos valores ocorre paralelamente a mudanças na estrutura de gestão do programa. Ele citou a modernização do Cadastro Único e a integração de diferentes políticas públicas como mecanismos para ampliar a eficiência da proteção social.
“E também o próprio Bolsa Família, ele também com mais eficiência, o cadastro moderno, a rede SUS, a área da segurança alimentar”, disse.
Wellington Dias também destacou que a política de transferência de renda não deve se limitar ao pagamento do benefício. Segundo ele, o governo busca ampliar o acesso dos inscritos no Cadastro Único a oportunidades de geração de renda, incluindo emprego, empreendedorismo e cooperativismo.
“Eu destaco ainda as pessoas com a oportunidade de ir para o emprego, para o empreendedorismo e para o cooperativismo”, afirmou.
Relação com o mercado de trabalho
O ministro mencionou ainda a presença de pessoas inscritas no Cadastro Único entre os trabalhadores que conseguem ingressar no mercado formal. Na fala, Dias afirmou que aproximadamente 80% das vagas de emprego alcançariam pessoas desse grupo.
“Aqui, 80% aproximadamente. Parte das vagas de emprego é o povo do Cadastro Social do Bolsa Família”, declarou.
A afirmação foi apresentada por Dias como exemplo da relação entre as políticas de transferência de renda e a inclusão produtiva. O ministro defendeu que o programa também contribui para criar condições para que famílias tenham acesso a emprego e outras formas de geração de renda.
Bolsa Família deve representar parcela menor do PIB
Outro ponto destacado pelo ministro foi a relação entre o tamanho do Bolsa Família e o crescimento da economia brasileira. Dias comparou a participação dos pagamentos do programa no Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes momentos.
“Lá atrás o programa Bolsa Família, o valor total pago correspondia a 1,5% do PIB. Mesmo com esse reajuste, a previsão é de 2027, o PIB é comparado com o Bolsa Família, o Bolsa Família ser o valor equivalente a 1,25%, ou seja, proporcionalmente abaixo do que era”, explicou.
Para Wellington Dias, a queda da participação proporcional do programa no PIB está relacionada a dois fatores: o crescimento da economia e a redução do número de pessoas em situação de pobreza.
“Por quê? Porque a economia está crescendo e porque também mais pessoas estão superando a pobreza”, afirmou.