Uma mesária foi detida na manhã deste domingo (25), suspeita de fazer campanha para Flávio Bolsonaro (PL) dentro de uma seção eleitoral no Distrito Federal, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O caso ocorreu em uma escola pública do Gama, região administrativa de Brasília.
A mulher foi denunciada por suposta prática de boca de urna, conduta proibida pela legislação eleitoral no dia da votação. A ocorrência foi comunicada à Justiça Eleitoral, que determinou a condução da mesária para os procedimentos legais.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a suspeita teria manifestado apoio ao candidato do PL no local onde trabalhava como mesária, o que motivou a denúncia.
Após a abordagem, a mulher foi encaminhada para os procedimentos policiais. O caso foi registrado por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e ela foi liberada após o procedimento.
A ocorrência deverá ser analisada pelas autoridades competentes, que vão apurar as circunstâncias do episódio e verificar se a conduta configura infração eleitoral.
O que diz a legislação eleitoral
A boca de urna é proibida no dia da eleição e pode configurar crime eleitoral quando envolve propaganda ou tentativa de aliciar eleitores em favor de candidatos ou partidos.
A legislação prevê detenção de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa.
O caso ocorreu durante o segundo turno da eleição presidencial, disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).