Merlong pede voto em Lula no 2° turno e apoia fim da escala 6x1

Deputado federal afirmou que redução da jornada de trabalho representa uma das diferenças entre os projetos em disputa na eleição presidencial

O deputado federal Merlong Solano (PT) reforçou, nesta terça-feira (6), o apoio à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Entre os pontos citados pelo parlamentar para diferenciar os projetos em disputa está o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, em análise no Senado, prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e começou a ser discutida pelo Plenário nesta terça-feira (6), em meio a protestos da oposição, que defende o adiamento da votação.

Segundo Merlong, a eleição coloca em disputa diferentes projetos para o futuro dos trabalhadores brasileiros.

“O que está em disputa é o futuro do trabalhador brasileiro. É preciso escolher entre um projeto que busca distribuir os ganhos do desenvolvimento, com mais emprego, direitos e qualidade de vida, e outro que vai transferir o peso dos ajustes econômicos para o trabalhador e para a classe média”, afirmou.

Deputado defende campanha de Lula

Merlong também relacionou a eleição à defesa da democracia, à geração de empregos, à distribuição de renda e à recuperação dos serviços públicos.

“Devemos nos mobilizar para fortalecer a campanha do presidente Lula. É um compromisso que a gente tem com a defesa da democracia, com o crescimento econômico que gera empregos e ajuda a distribuir renda, com a recuperação de serviços públicos essenciais e com a autonomia do Brasil perante o mundo”, declarou.

Crítica à relação com os Estados Unidos

O deputado também criticou a relação defendida por Flávio Bolsonaro com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Merlong, o Brasil corre o risco de perder autonomia em áreas consideradas estratégicas.

O parlamentar citou o Pix e as terras raras como exemplos de setores que, segundo ele, devem permanecer sob controle brasileiro.

“Nós estamos sob o risco de voltarmos a ser tratados apenas como um quintal dos Estados Unidos. É isso que o Flávio Bolsonaro prometeu para Trump. Ele não terá dificuldade em relação ao Pix, para submetê-lo aos cartões de crédito dos Estados Unidos, e não terá dificuldade em relação ao controle das nossas terras raras por grandes empresas dos Estados Unidos”, disse o petista.

Merlong pede mobilização no segundo turno

Ao concluir, o deputado reforçou o pedido de mobilização em favor de Lula e afirmou que os eleitores devem comparar as propostas apresentadas pelos candidatos.

“É hora de toda pessoa que ama a democracia se mobilizar para defender a eleição do Lula nesse segundo turno. Precisamos eleger Lula pela saúde, com SUS eficiente; pela educação com escolas de tempo integral, universidades públicas e institutos federais; pelo fim do crime organizado; pela manutenção dos programas sociais; pela vacina; pelo povo trabalhador”, afirmou.