Os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), participaram de um debate intenso na TV Bandeirantes, neste domingo (18). O evento foi marcado por provocações e momentos de tensão que exigiram a intervenção dos mediadores.
Logo no início, Lula questionou Flávio sobre valores recebidos de Daniel Vorcaro e a defesa de casos polêmicos, enquanto também mencionou questões relacionadas à vereadora Marielle Franco e ao voto contra a ampliação da licença-maternidade. Flávio, sem responder diretamente, trouxe à tona investigações sobre o filho de Lula e criticou o governo por irregularidades no INSS, omitiu, no entanto, que esses problemas se iniciaram na gestão de Jair Bolsonaro.
No campo das propostas, Flávio afirmou a intenção de classificar facções como narcoterroristas e prometeu criar vagas no sistema penitenciário. Por outro lado, Lula disse que criará um Ministério da Segurança Pública para coordenar ações de combate à criminalidade entre União, estados e municípios.
Sobre saúde, ao ser questionado sobre o SUS, Flávio pretende levar o padrão privado de saúde ao sistema público, enquanto Lula criticou publicamente a gestão da pandemia pelo governo Bolsonaro, destacando o atraso na compra de vacinas e as mortes decorrentes disso.
Flávio levantou debate sobre indultos e "saidinhas", criticando Lula por, supostamente, priorizar direitos de presos. Lula rebateu defendendo a saída temporária somente para presos com bom comportamento e sem condenações por crimes graves.
No assunto de segurança pública, Flávio sugeriu o uso de câmeras de reconhecimento facial, enquanto Lula destacou realizações como o programa Celular Seguro e criticou a falta de originalidade nas propostas do adversário.
O debate foi concluído com uma intervenção policial, devido a uma suspeita de bomba no estacionamento da emissora, que ao final, não se confirmou. O Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de São Paulo realizou a varredura e liberou o local.