A presença de estudantes, professores, trabalhadores e movimentos sociais nas ruas de diferentes cidades brasileiras revela a força de uma mobilização que coloca a defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais no centro do debate nacional. Em meio à disputa presidencial de 2026, os atos também demonstram a capacidade de articulação de organizações que reconhecem nas políticas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avanços importantes para a população de baixa renda.
No Piauí, a participação de estudantes e movimentos populares nas manifestações realizadas em Teresina evidencia a importância das políticas de acesso ao ensino superior, da assistência estudantil e das oportunidades para a juventude nordestina. Programas como o Prouni, criado durante o primeiro governo Lula, e a expansão das universidades e dos institutos federais ao longo dos governos petistas fazem parte desse histórico de ampliação das oportunidades educacionais. Essas iniciativas são frequentemente lembradas por organizações estudantis que defendem a continuidade e o fortalecimento dos investimentos públicos em educação.
As manifestações também incorporam reivindicações como o fim da escala de trabalho 6x1, a valorização dos salários e a redução das desigualdades sociais. São temas que aproximam a agenda estudantil das demandas dos trabalhadores e ampliam a discussão sobre o papel do Estado na promoção de direitos.
A participação popular nesta reta final das eleições mostra que a disputa política ultrapassa os discursos dos candidatos. Nas ruas, diferentes setores da sociedade apresentam suas expectativas sobre o futuro do país, enquanto os movimentos que apoiam Lula procuram associar sua candidatura à continuidade das políticas de inclusão social e à defesa das instituições democráticas.
Manifestações pró-Lula mobilizam multidões pelo Brasil
Estudantes, trabalhadores e movimentos sociais ocupam ruas de dezenas de cidades em defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais; atos em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Teresina marcam a reta final das eleições
As ruas brasileiras voltaram a se transformar em grandes espaços de mobilização política. Desde o primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 4 de outubro, estudantes, professores, trabalhadores, artistas e representantes de movimentos sociais intensificaram manifestações em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), no próximo dia 25.
A mobilização ganhou dimensão nacional no domingo (11), com manifestações, caminhadas, carreatas, bandeiraços e outras atividades em 76 cidades brasileiras, segundo levantamento divulgado pela plataforma Comitê Popular de Luta e repercutido pela Folha de S.Paulo.
A participação expressiva da juventude é uma das características do movimento. Organizações estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), convocaram atividades em universidades, praças e avenidas, buscando ampliar a participação política e combater a abstenção eleitoral.
Avenida Paulista reúne multidão em apoio a Lula
vermelho.org.br
A Avenida Paulista, em São Paulo, recebeu no domingo (11) uma das maiores manifestações políticas desta campanha eleitoral. A Marcha pela Democracia reuniu estudantes, movimentos sociais, artistas, torcidas organizadas e comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais. O presidente Lula participou pessoalmente da manifestação, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de lideranças políticas. A mobilização ocupou grande parte da avenida, com concentração ao longo de até 12 quarteirões, segundo a cobertura da Folha de S.Paulo.
Brasília: milhares de estudantes ocupam a Esplanada
Na terça-feira (13), Brasília foi palco de uma grande manifestação estudantil em defesa da reeleição de Lula. Os participantes se concentraram nas proximidades da Biblioteca Nacional e caminharam pela Esplanada dos Ministérios. A manifestação reuniu estudantes universitários, secundaristas e representantes de movimentos sociais. Cartazes e discursos destacaram a importância do Prouni, da educação gratuita, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do fim da escala 6x1.
Rio de Janeiro: manifestação ocupa Copacabana
Na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, milhares de apoiadores de Lula participaram de manifestação na Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro. A concentração ocorreu nas proximidades do Posto 5 e se estendeu por aproximadamente sete quarteirões. A mobilização começou ao meio-dia e terminou por volta das 16h. Entre os participantes estavam parlamentares e representantes de organizações populares. Lula não compareceu ao ato.
Teresina: estudantes e movimentos sociais participam de ato no Centro
No Piauí, a mobilização ganhou destaque na terça-feira (13), com manifestação de estudantes, professores, artistas, sindicalistas e representantes de movimentos populares no Centro de Teresina. A concentração ocorreu no Parque da Cidadania, seguida de caminhada pela região central da capital, incluindo a Avenida Frei Serafim. Participaram da articulação representantes de entidades sindicais e estudantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e Instituto Federal do Piauí (IFPI). O ato reforçou a participação dos movimentos sociais piauienses na mobilização nacional e colocou em evidência pautas relacionadas à educação pública, ao trabalho e à defesa das instituições democráticas.
Atos também ocorrem em outras capitais
Além das manifestações de maior repercussão, foram registradas mobilizações em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Manaus, Vitória, Aracaju e Florianópolis, e em varios municípios brasileiros. No Recife, os manifestantes se concentraram no Parque 13 de Maio e caminharam em direção ao Marco Zero. Em Goiânia, apoiadores partiram da Praça Universitária rumo à Praça Cívica. Em Belo Horizonte, houve bandeiraço e caminhada na região central. Em Manaus, o ato denominado “Vira Vira Lula” reuniu apoiadores no Largo de São Sebastião, seguido de carreata.
Calendário das próximas manifestações: 14 a 24 de outubro
As entidades estudantis e os movimentos sociais prepararam novas atividades para a reta final do segundo turno. A programação inclui manifestações públicas, assembleias universitárias, caminhadas e ações de mobilização em diferentes estados. Programação anunciada até 14 de outubro; sujeita a alterações pelos organizadores.
14/10, quarta | Goiânia (GO) | Ato da Virada, Praça Universitária, 16h |
14/10 | Recife (PE) | Estudantes Uni-Vos!, Calçadão da Boa Vista, 18h |
14/10 | São Luís (MA) | Ato na UEMA/CCSA, 18h |
14/10 | São Paulo (SP) | Assembleia estudantil da PUC-SP, horário a definir |
14/10 | Rio de Janeiro (RJ) | Ato em Bangu, 15h |
15/10, quinta | Florianópolis (SC) | Ato da Virada, no Centro, à tarde |
16/10, sexta | Ribeirão Preto (SP) | Ato da Virada, no Centro, fim da tarde |
18/10, domingo | Rio de Janeiro (RJ) | Ato estudantil na Candelária, 11h; ato artístico em Copacabana, Posto 5, 16h |
19/10, segunda | Nacional | Atividades estudantis em defesa da educação, ciência e tecnologia |
21 ou 23/10 | Nacional | Nova jornada de mobilização pró-Lula, data definitiva pendente |
24/10, sábado | Nacional | Mobilização nas redes sociais, conforme calendário da UNE |
25/10, domingo | Todo o Brasil | Segundo turno das eleições presidenciais |
O calendário da UNE também prevê atividades nas universidades e nos bairros entre 14 e 22 de outubro, com iniciativas voltadas ao debate sobre educação, participação política e direitos sociais.
Mobilização nas ruas pode influenciar reta final da disputa presidencial
A presença de milhares de manifestantes em diferentes regiões do Brasil demonstra a capacidade de mobilização das organizações que apoiam a candidatura de Lula. A participação de estudantes, trabalhadores e movimentos culturais também amplia a visibilidade de pautas sociais durante a campanha. Para os movimentos estudantis, a mobilização representa ainda uma oportunidade de reafirmar reivindicações históricas relacionadas ao acesso à educação, ao financiamento das universidades públicas e à ampliação de direitos. No Piauí, a manifestação de terça-feira consolidou Teresina como um dos pontos de destaque dessa jornada nacional, reunindo estudantes, trabalhadores, artistas e organizações populares em torno de pautas sociais e eleitorais.