O presidente do Progressistas no Piauí e pré-candidato ao Governo do Estado, Joel Rodrigues, tem enfrentado um cenário de isolamento em suas recentes incursões pelo interior. Nas últimas 24 horas, o ex-prefeito de Floriano cumpriu uma agenda intensa que incluiu visitas a São João do Piauí e Capitão Gervásio Oliveira, onde participou de festejos tradicionais, caminhadas por feiras livres e reuniões com lideranças locais. No entanto, o que mais chamou a atenção nos bastidores não foi o conteúdo das propostas, mas a ausência notável de aliados de peso ao seu lado.
A "solidão" de Joel Rodrigues nas andanças políticas coincide com o agravamento das denúncias envolvendo o seu principal padrinho político, o senador Ciro Nogueira (PP), no escândalo do Banco Master. Fontes ligadas à política estadual indicam que o clima é de cautela extrema entre prefeitos e deputados da oposição. O receio de ter a imagem vinculada a um grupo que está sob forte pressão da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal teria provocado um afastamento estratégico de figuras que, até poucas semanas, eram presença garantida nos palanques de Joel.
Em São João do Piauí, a passagem de Joel Rodrigues foi marcada por visitas a lideranças comunitárias, mas sem a recepção calorosa de grandes comitivas que costumam marcar pré-campanhas majoritárias. Enquanto Joel tenta manter o discurso de proximidade com o povo e foco na gestão, os corredores da política piauiense fervem com a tese de que o pré-candidato estaria sendo "abandonado" à própria sorte. Sem o suporte logístico e político que o prestígio de Ciro Nogueira antes garantia, o desafio de Joel agora é provar que sua candidatura possui musculatura própria para sobreviver ao desgaste do principal líder de seu partido.