O governo federal lançou o programa "Brasil Contra o Crime Organizado" com o objetivo de fortalecer as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), atualizar equipamentos e converter 138 presídios para padrões de segurança máxima, buscando combater a articulação criminosa no país.
Segundo o Palácio do Planalto, serão investidos R$ 1,06 bilhão este ano, com uma linha de crédito adicional de R$ 10 bilhões. O programa é estruturado em quatro eixos principais: asfixia financeira do crime, reforço da segurança prisional, qualificação da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas e explosivos.
O governo planeja operações mensais integradas e a formação de comitês para investigação financeira e recuperação de ativos, visando diminuir o poder econômico das facções criminosas.
Além disso, uma nova linha de crédito permitirá aos estados e municípios adquirir equipamentos como viaturas, drones e sistemas de vigilância para modernizar e reformar estruturas de segurança.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou que cerca de 80% das lideranças criminosas estão nas unidades que receberão melhorias. O programa também prevê novas tecnologias de análise e operações integradas para retirar armas e celulares dos presídios.
Para lidar com o tráfico de armas, o governo destinará R$ 145 milhões para fortalecer investigações e criar a Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, entre outras ações.
A proposta busca unir esforços federais, estaduais e municipais, sem interferir nas esferas locais, conforme destacado pelo presidente Lula: "Se a gente não trabalhar junto, não consegue vencer o crime organizado".