O candidato a deputado federal Franzé Silva defendeu mudanças na legislação para facilitar o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) por mães solo que recebem o Bolsa Família e cuidam de pessoas com deficiência. A proposta foi apresentada em entrevista ao Portal Piauí Hoje, nesta terça-feira (11), durante plenária voltada à discussão de políticas públicas para pessoas com deficiência e neurodivergentes.
Pai de um filho autista, o candidato a deputado federal destacou que uma das pautas que pretende defender em Brasília é a alteração das regras relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele citou como exemplo a situação de mães solo que recebem o Bolsa Família e, segundo ele, enfrentam impedimentos para acessar o benefício destinado às pessoas com deficiência.
“É um absurdo hoje ter o impedimento de uma mãe solo que recebe Bolsa Família não ter o direito de receber o BPC, isso tem que ser mudado, porque uma coisa é a segurança alimentar, outra coisa é o recurso para poder comprar medicamentos e ter direcionamento das terapias das crianças”, afirmou.
O candidato também defendeu mudanças na educação para garantir atendimento adequado aos estudantes neurodivergentes e às pessoas com deficiência. Para ele, tanto escolas públicas quanto particulares precisam estar preparadas para lidar com as necessidades específicas desses alunos.
O candidato afirmou que pretende defender a inclusão da temática da neurodivergência e da deficiência na formação e qualificação dos profissionais da educação.
“Nós temos que preparar, dentro da qualificação dos professores, em todos os níveis, olhar para neurodivergência, olhar para deficiência”, declarou.
Segundo o candidato, a proposta é ampliar para o âmbito federal iniciativas que já vêm sendo discutidas durante sua atuação na Assembleia Legislativa do Piauí.
Franzé Silva também destacou a necessidade de garantir acesso adequado a terapias e medicamentos para crianças neurodivergentes, além de ampliar a adaptação das escolas para atender estudantes com deficiência.
“Tem muitas leis que nós já estamos pensando que chegando em Brasília, nós iremos tratar para poder melhorar, não só a nível de Piauí, mas de Brasil, cada vez mais uma inclusão que seja feita de forma digna”, afirmou.
A declaração foi dada durante a plenária temática voltada às pessoas com deficiência e neurodivergentes, realizada nesta terça-feira (11). O encontro reuniu representantes de entidades, especialistas e movimentos sociais para discutir propostas que poderão integrar o plano de governo e políticas públicas voltadas ao segmento.