Fonteles promete construir novas vagas em presídios e ampliar Patrulha Maria da Penha

Candidato à reeleição também defendeu punição mais rigorosa para criminosos e expansão da rede de proteção às vítimas

O candidato à reeleição ao Governo do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou durante sabatina realizada nesta segunda-feira (14) que pretende ampliar as ações de segurança pública em um eventual segundo mandato. Entre as propostas apresentadas estão o aumento da rede de proteção às mulheres, o reforço das forças policiais e a construção de novas vagas para zerar o déficit do sistema prisional.

Ao falar sobre violência contra as mulheres, Rafael citou dados que, segundo ele, apontam redução nos principais indicadores de criminalidade. O candidato afirmou que os feminicídios caíram mais de 50% em 2026, enquanto os estupros tiveram redução superior a 10%. Ele também mencionou queda de 45% nos homicídios e de mais de 70% nos roubos e furtos de celulares.

“A ideia, obviamente, sendo reeleito, é intensificar tanto a punição dos criminosos, porque isso ajuda a reduzir os casos, como aumentar essa rede de proteção às mulheres”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas está a criação e ampliação de centrais e centros de referência para mulheres, além da expansão da Casa da Mulher Brasileira. Rafael também defendeu o incentivo à denúncia já nos primeiros sinais de violência e a contratação de mais mulheres para as polícias Militar e Civil, com o objetivo de ampliar o acolhimento às vítimas.

Patrulha Maria da Penha

Rafael destacou ainda a expansão da Patrulha Maria da Penha no estado. Segundo ele, o serviço, que anteriormente estava presente em quatro batalhões, passou a funcionar em mais de 20 unidades da Polícia Militar.

O candidato também citou a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (DEAMs). A proposta é levar o serviço para todas as delegacias seccionais do interior com a conclusão do concurso da Polícia Civil.

Na segurança pública, Rafael afirmou que a estratégia deve unir repressão e prevenção. Segundo o candidato, o estado criou nove delegacias especializadas no combate às facções e ampliou operações integradas com uso de inteligência e força policial.

Ele também afirmou que o orçamento da Segurança Pública cresceu 101% entre 2022 e 2026 e destacou nomeações de policiais militares, bombeiros militares e policiais penais durante a atual gestão.

Para Rafael, a prevenção também precisa fazer parte da política de segurança, principalmente entre os jovens.

“Não basta só prender os criminosos, tem que fazer com que as novas gerações tenham oportunidade e não entrem no mundo do crime”, declarou.

Proposta para o sistema prisional

Para o sistema penitenciário, uma das principais propostas apresentadas pelo candidato é zerar o déficit de vagas. Rafael afirmou que o número já teria sido reduzido pela metade nos últimos quatro anos e defendeu a ampliação das unidades prisionais.

Além da criação de novas vagas, o candidato propôs manter atividades de educação e trabalho em todas as unidades, como estratégia de ressocialização dos internos.

“Se em quatro anos nós reduzimos à metade o déficit, nós temos plenas condições de garantir que, nos próximos anos, nós vamos zerar o déficit. E garantindo atividades de educação e trabalho em todas as unidades prisionais, as antigas e as novas, para a gente tentar ressocializar esses criminosos. É muito importante esse tema do sistema penitenciário. Ele é um elo fundamental para o combate à violência. Os presídios funcionando bem, ajudam também a reduzir a violência fora deles”, pontuou Rafael Fonteles.

Rafael Fonteles defende aumento de salário dos servidores acima da inflação

O governador e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT) defendeu que os salários dos servidores públicos do Piauí tenham reajustes graduais acima da inflação. Durante sabatina, ele afirmou que a política de valorização dos servidores precisa caminhar junto com o controle das contas públicas.

Segundo Rafael, o Governo do Piauí concede anualmente reajustes lineares para servidores ativos e aposentados. Para definir os percentuais, no entanto, é necessário considerar a capacidade de arrecadação e a receita disponível do Estado.

“Não podemos comparar o salário do servidor público apenas com outros estados, é preciso comparar com a receita de cada estado. Quando você divide, faz essa comparação do salário dos servidores com a receita disponível, o estado do Piauí está entre os dez melhores salários relativos à sua receita”, explicou.

O candidato também destacou que as despesas com pessoal incluem não apenas os servidores que estão na ativa, mas também os aposentados. Por isso, segundo ele, aumentos salariais precisam ser planejados para evitar impactos nas contas públicas.

Rafael afirmou que a intenção é melhorar gradualmente a remuneração dos servidores, mantendo os reajustes acima da inflação sempre que houver condições financeiras para isso.

“E temos que levar em conta que o piauiense, em média, recebe R$ 1.534. Por isso que o nosso esforço é para aumentar gradativamente, acima da inflação, para ir melhorando as condições salariais dos servidores públicos, mas jamais incorrendo no erro de desequilibrar as contas públicas, porque quem termina pagando o preço em um eventual desequilíbrio é o povo”, afirmou.

Financiamentos para obras e serviços

Durante a sabatina, Rafael também explicou a relação entre o equilíbrio fiscal e a capacidade do Estado de contratar financiamentos. Segundo ele, manter as contas organizadas permite ao governo buscar recursos para antecipar investimentos em áreas como infraestrutura, educação, saúde e segurança.

O governador citou obras e ações realizadas com recursos de financiamentos, incluindo investimentos na malha rodoviária, expansão das escolas de tempo integral, melhorias na saúde e reforço da estrutura da segurança pública.

Para defender a política de endividamento do Estado, Rafael comparou a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) de diferentes países e afirmou que o Piauí apresenta um nível considerado baixo.

“O endividamento do Brasil é 81% do seu PIB. Dos Estados Unidos é 120% do PIB americano. Do Japão é 200% do PIB japonês. Do Piauí é menos de 20% do PIB piauiense. Um endividamento baixo, controlado, serviço da dívida também controlado. Portanto, não há nenhuma penalidade, nem a essa geração, nem às futuras gerações”, disse.

Segundo o governador, o equilíbrio das contas é justamente o que permite ao Estado ampliar investimentos sem comprometer a capacidade financeira das próximas gestões.