O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) inicie uma investigação sobre possíveis interferências estrangeiras no processo eleitoral brasileiro. A medida visa apurar o possível financiamento oculto em campanha política.
Dino tomou a decisão após uma demanda apresentada pelo PT em uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) aberta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Na ocasião, Dino já havia se pronunciado sobre questões de soberania nacional, destacando a importância de verificar as informações apresentadas fora desse contexto, mas sob supervisão do STF.
Relatórios mostraram preocupações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) quanto ao incentivo de agentes externos para interferirem nas eleições. As suspeitas incluem atividades dos executivos Tallis Gomes e Pedro Sang em nome da Rockbridge Network, além de postagens pagas por perfis estrangeiros relacionadas à eleição presidencial.
Dino também destacou possíveis falhas na integridade eleitoral da empresa Meta, apontadas em relatórios de um comitê de supervisão, e questões levantadas pela ONU sobre irregularidades nas plataformas online durante o processo eleitoral.
A investigação da PF irá cobrir potenciais tratados econômicos vinculados a interesses em terras raras brasileiras. Dino sublinhou a necessidade de apurar propostas realizadas por agentes estrangeiros, garantindo que os recursos minerais, pertencentes à União, sejam explorados somente com concessão no interesse nacional.