Canal “Exército do Lula” chega a 7 milhões de seguidores no WhatsApp

Criado pelo deputado André Janones, canal atingiu a marca nesta quarta-feira (21), após promessa de uma nova missão para mobilizar apoiadores do presidente na reta final da campanha

O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores no WhatsApp nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. A iniciativa reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é utilizada para ampliar a circulação de conteúdos favoráveis à campanha de reeleição do petista nas redes sociais.

A marca foi alcançada após Janones afirmar que, se o canal chegasse a 7 milhões de inscritos antes das 12h desta quarta-feira, a reeleição de Lula estaria garantida. O deputado também havia prometido divulgar uma nova missão para os integrantes do grupo após o cumprimento da meta, com o objetivo de intensificar a mobilização digital na reta final da disputa.

Até a divulgação das informações, porém, a nova missão ainda não havia sido anunciada pelo parlamentar.

Janones organiza mobilização nas redes sociais

Desde o primeiro turno das eleições, André Janones tem divulgado tarefas para os participantes do canal, com orientações para aumentar o engajamento de Lula e de seus apoiadores nas plataformas digitais.

A estratégia busca ampliar o alcance de publicações relacionadas à campanha presidencial, incentivando os integrantes a compartilhar conteúdos, interagir com postagens e fortalecer a presença digital do candidato do PT.

O crescimento do canal ocorreu rapidamente. Segundo informações divulgadas pelo Poder360, o “Exército do Lula” ultrapassou 6 milhões de seguidores na terça-feira (20) e superou os 7 milhões na manhã seguinte.

A ferramenta se tornou um dos espaços de articulação digital dos apoiadores de Lula durante a campanha eleitoral. O número de inscritos, entretanto, representa o alcance do canal e não indica, necessariamente, a quantidade de eleitores que votarão no presidente.

Canal foi suspenso durante disputa no TSE

O “Exército do Lula” também esteve no centro de uma disputa judicial durante o segundo turno. O canal foi suspenso por decisões do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

A primeira suspensão ocorreu em 11 de outubro. Na ocasião, o ministro determinou que a área técnica do tribunal analisasse o conteúdo publicado no canal para verificar alegações de divulgação de informações falsas.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão algumas horas depois e determinou o restabelecimento do canal, encaminhando o conflito para análise da Corte.

Em 13 de outubro, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão, alegando que o endereço eletrônico do canal ainda não havia sido formalmente informado pela campanha de Lula à Justiça Eleitoral.

Após o registro formal do canal no TSE pela campanha petista, a ferramenta voltou a funcionar. A área técnica do tribunal não encontrou as informações falsas apontadas pela campanha adversária, conforme reportagens publicadas na época.

Segundo turno será neste domingo

O crescimento do canal ocorre na reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pela Presidência da República. O segundo turno das eleições está marcado para domingo (25).

Com mais de 7 milhões de inscritos, o “Exército do Lula” amplia o alcance das ações digitais promovidas por Janones e seus apoiadores. A expectativa em torno da nova missão anunciada pelo deputado mantém o canal como um dos instrumentos de mobilização da campanha petista nos últimos dias antes da votação.