Augusto Cury, candidato pelo Avante, propõe no seu programa de governo a transição para um regime semipresidencialista e mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O plano também sugere a criação de uma diplomacia econômica. O documento, com cerca de 200 páginas, está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com a Agência Brasil, entre hoje (17) e domingo (20), serão publicadas matérias sobre os programas de governo dos candidatos à Presidência, seguindo a ordem alfabética. Hoje, são cobertos os planos de Augusto Cury, Clariana Barão e Edmilson Costa.
O programa de Cury coloca a educação em tempo integral como prioridade estratégica. A proposta prevê escolas com ambientes dinâmicos, que incluam debates, artes e esportes, além de reestruturar o ensino médio e universidades para fomentar a inovação.
No eixo de inclusão social, a iniciativa Brasil Neuroinclusivo visa acolher pessoas com autismo, TDAH, dislexia e altas habilidades. Prevê-se a criação de um Mapa Nacional da Neurodiversidade e a elaboração de um Plano de Inclusão por escola.
A proposta Mulheres Vivas sugere políticas contra o feminicídio e medidas de proteção às mulheres. Entre as ações estão priorização em programas de qualificação e propostas para indicar mulheres ao STF.
Cury ainda propõe o Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída e o Banco do Empreendedor, com crédito facilitado para microempresas e beneficiários do Bolsa Família.
No setor agrícola, o programa sugere transformar o semiárido em uma nova fronteira agrícola com o projeto Brasil Oásis. A proposta inclui aumentar a produção de alimentos e exportações, além de fortalecer a agricultura familiar.
Na área de segurança pública, Cury propõe integrar ações das polícias estaduais e federais e criar a Força de Combate Municipal (Foco), com foco no combate ao crime organizado e proteção escolar.