O uso e o armazenamento de produtos cáusticos e corrosivos serão discutidos nesta segunda-feira (14), durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). O encontro, proposto pelo deputado estadual Francisco Limma, começa às 9h30, no plenário da Casa, e pretende reunir representantes do poder público e da sociedade para discutir formas de reduzir acidentes e intoxicações.
Entre os principais focos da audiência está a criação do Pacto Piauiense Fora Cáusticos, iniciativa que busca estabelecer uma atuação conjunta para prevenir ocorrências envolvendo substâncias capazes de provocar queimaduras e lesões graves quando ingeridas ou em contato com o organismo.
A preocupação é ainda maior no caso de crianças pequenas. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apontam que produtos de limpeza e outras substâncias químicas representaram 7,2% das intoxicações notificadas entre crianças.
Segundo a entidade, os acidentes com produtos cáusticos e corrosivos são mais frequentes entre crianças menores de cinco anos. A ingestão dessas substâncias pode provocar queimaduras na boca, no esôfago e no estômago, além de outras complicações.
Pacto pretende reunir diferentes setores
A proposta que será discutida na Alepi prevê a participação de diferentes segmentos na construção de estratégias de prevenção. Devem ser considerados aspectos relacionados à informação, fiscalização, comercialização e armazenamento adequado dos produtos.
A ideia é envolver órgãos públicos, profissionais da área da saúde, entidades de fiscalização, sociedade civil, estabelecimentos comerciais e o setor produtivo na busca por medidas que reduzam os riscos de acidentes.
A prevenção dentro de casa também é apontada como uma das formas de diminuir a exposição das crianças. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que produtos potencialmente perigosos sejam mantidos nas embalagens originais, guardados em locais fechados e fora do alcance dos menores.
Além do risco de ingestão, o contato direto com substâncias corrosivas pode causar lesões graves, o que reforça a necessidade de cuidados tanto no armazenamento quanto na comercialização desses produtos.
Para Francisco Limma, a discussão precisa envolver diferentes setores para que as medidas de proteção sejam efetivas.
“Precisamos unir forças para encontrar soluções que evitem novos acidentes e protejam nossas crianças”, afirma o deputado.