Alckmin é o preferido de delegados da PF e da PRF para Ministério da Segurança Pública

Vice-presidente é bem avaliado por servidores devido à experiência política em São Paulo. Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública depois da aprovação da PEC no Congresso

Delegados da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) defendem que o futuro Ministério da Segurança Pública seja comandado por um político com experiência na área e capacidade de articulação com os governos estaduais. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é um dos nomes vistos com bons olhos por esses servidores, segundo informações publicadas pela revista Veja nesta sexta-feira (6).

A avaliação dos delegados leva em consideração a trajetória política de Alckmin, especialmente sua experiência à frente do governo de São Paulo. O vice-presidente também já comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além da Segurança Pública, Alckmin também aparece entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Fazenda. Até o momento, porém, não há anúncio oficial sobre quem ficará à frente de nenhuma das duas pastas.

Criação do ministério depende de decisão do governo

A criação do Ministério da Segurança Pública é uma promessa feita por Lula e ganhou força depois da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Congresso Nacional. O Senado aprovou a proposta em dois turnos, por unanimidade, no dia 3 de novembro. O texto segue para promulgação.

Com a reorganização prevista para a área, a expectativa é que as polícias federais deixem a estrutura do Ministério da Justiça e passem a integrar a nova pasta. A criação do ministério, no entanto, ainda depende de uma decisão administrativa do governo federal.

Articulação com governadores é apontada como prioridade

Na avaliação dos delegados ouvidos pela publicação, a escolha de um político com experiência administrativa pode facilitar o diálogo com os governadores. Mesmo com as mudanças previstas na PEC, os estados continuarão tendo papel importante na execução das políticas de segurança pública.

As forças estaduais, como as polícias Civil e Militar, permanecem sob responsabilidade dos governos estaduais. Por isso, a articulação entre União e estados é considerada importante para coordenar ações de enfrentamento ao crime organizado e integrar as instituições de segurança.

A PEC da Segurança Pública prevê mudanças na organização do setor, amplia atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal e fortalece a integração entre União, estados e municípios. A proposta também constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp).