O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a considerar o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição anterior do Senado. A movimentação ocorre de forma reservada, em conversas com aliados próximos.
Nos bastidores, o governo discute o momento mais adequado para retomar a indicação. Uma das estratégias em análise é aguardar o cenário político pós-eleições de outubro antes de avançar com uma nova tentativa.
A avaliação interna é de que um eventual fortalecimento político do presidente poderia facilitar o diálogo com o Congresso Nacional, especialmente com o comando do Senado.
Nesse contexto, o nome de Davi Alcolumbre surge como peça-chave nas articulações, já que cabe ao Senado a aprovação de ministros do STF.
Integrantes do Planalto acreditam que, com uma negociação mais estruturada e alinhada previamente, haveria margem para evitar uma nova rejeição ao nome de Messias.
A derrota anterior, segundo interlocutores do governo, teria sido resultado de articulações políticas envolvendo diferentes atores influentes no Congresso e no Judiciário.
Entre os nomes citados nos bastidores estão o senador Flávio Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, apontados como parte de um movimento mais amplo que impactou a indicação.
Há ainda a leitura de que o episódio estaria ligado a negociações paralelas, incluindo debates sobre propostas legislativas e decisões judiciais sensíveis.
Governo evita confronto direto após derrota
Apesar do desconforto com o resultado no Senado, Lula tem sinalizado que não pretende adotar medidas de retaliação pública contra Alcolumbre ou outros envolvidos no processo.
Auxiliares próximos afirmam que o presidente prefere agir com cautela, analisando o cenário político antes de tomar qualquer decisão mais incisiva.
Paralelamente, o futuro de Jorge Messias dentro do governo também está em discussão. Uma das possibilidades consideradas é sua transferência para outro ministério.
Entre as alternativas avaliadas está o comando do Ministério da Justiça, o que implicaria mudanças na atual estrutura da Esplanada e no destino do atual titular da pasta.