Vídeo: Polícia Civil do Piauí atua no Rio de Janeiro e prende gangue de hackers bancários

Operação Intrusão Financeira cumpre 13 mandados contra criminosos especializados em invadir contas, limpar saldos e lavar dinheiro com empréstimos e gift cards

Uma gangue de hackers bancários no Rio de Janeiro foi alvo da Polícia Civil do Piauí, que realizou nesta sexta-feira (22), a operação Intrusão Financeira, com o apoio da Polícia do Rio de Janeiro, no Complexo do Lins, no Rio de Janeiro. A ação coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) piauiense mirou o topo de uma pirâmide criminosa especializada em invadir contas bancárias e "limpar" os saldos das vítimas. 

No total, os agentes saíram às ruas para cumprir 13 mandados judiciais e até o final da manhã, duas pessoas já haviam sido presas. Os mandados foram expedidos direto pela Central de Inquéritos de Teresina, de onde partiu o monitoramento tecnológico da quadrilha.

O inquérito detalha a alta complexidade dos crimes digitais praticados pelo bando. O grupo invadia aplicativos de bancos e, uma vez dentro do perfil das vítimas, realizava um verdadeiro arrastão financeiro: limpava os saldos via transferências imediatas, contratava empréstimos pré-aprovados de altos valores e comprava lotes de gift cards (cartões-presente) em plataformas de e-commerce. 

Para evitar que a polícia seguisse o rastro do dinheiro, os hackers injetavam os recursos em um labirinto de contas de "laranjas", configurando crimes graves de furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A engenharia financeira usada para ocultar o patrimônio roubado fez o juiz Valdemir Ferreira Santos determinar o bloqueio judicial imediato de seis contas bancárias estratégicas ligadas aos líderes da organização. 

Segundo a comissão de delegados da Polícia Civil do Piauí, a estratégia de cruzar o país e executar as capturas no Rio de Janeiro demonstra a força da inteligência da polícia judiciária piauiense em combater o crime organizado onde quer que ele esteja. "A operação demonstra a efetividade da cooperação interestadual e do trabalho integrado no combate qualificado aos crimes digitais, que atingem a segurança financeira da população", destacou a instituição.