Presa em Teresina suspeita de mandar matar ex-marido por não aceitar fim do relacionamento

Daiane Silva, de 43 anos, foi localizada na zona Sul de Teresina; o crime ocorreu no município de Altos

Uma mulher identificada como Daiane Silva, de 43 anos, foi presa na quarta-feira (28), suspeita de ser a mandante do assassinato do ex-marido, identificado como Paulo, no município de Altos, no Piauí. A prisão ocorreu no bairro Santa Luzia, na zona Sul de Teresina, durante uma ação das polícias Civil e Militar.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a investigada é suspeita de ter planejado o homicídio, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. O crime aconteceu em 21 de agosto de 2026, no bairro Santa Inês, em Altos, na região Centro-Norte do estado.

A mulher foi localizada após investigação conduzida pela Delegacia Seccional de Altos, que cumpriu um mandado de prisão temporária contra ela. Durante as buscas, os policiais apreenderam aparelhos celulares e um simulacro de arma de fogo, materiais que poderão contribuir para o andamento das apurações.

Segundo o delegado-titular da Seccional de Altos, André Moreno, a mulher também foi autuada em flagrante por desacato durante o cumprimento do mandado de prisão.

Conforme o delegado, ela teria proferido ofensas contra os policiais responsáveis pela abordagem e se recusado a assinar o termo de comparecimento relacionado à ocorrência.

“Nesse sentido, foi lavrado auto de prisão em flagrante por desacato contra os policiais, permanecendo à disposição da Justiça por esse crime também”, afirmou André Moreno.

A Polícia Civil informou ainda que a investigada possui histórico criminal, mas não detalhou quais registros constam contra ela.

A ação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Altos, com apoio da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM) da Polícia Civil e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do assassinato e reunir elementos sobre a possível participação da suspeita no planejamento do crime. Ela permanece à disposição da Justiça.

A prisão temporária não representa condenação, e a responsabilidade da investigada deverá ser apurada no decorrer do processo.