A Polícia Federal (PF) pediu autorização, nesta quinta-feira (6), para abrir um inquérito e investigar uma denúncia de estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como pré-candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O pedido foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e teve autorização para medidas iniciais concedida pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso na Corte.
A solicitação da PF foi enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu ao STF autorização para o início das diligências. Além da denúncia de estupro de vulnerável, a apuração também envolve uma suspeita de tentativa de suborno.
A representação foi apresentada pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Os parlamentares acusam Alfredo Gaspar de estupro de vulnerável contra uma menor de idade e afirmam que uma filha teria nascido em decorrência do suposto crime.
As denúncias foram levadas ao conhecimento público durante a sessão de encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS. Na ocasião, Lindbergh Farias afirmou ter recebido uma "gravíssima denúncia, com evidências razoáveis" envolvendo o deputado.
Deputado nega acusações
Alfredo Gaspar negou as acusações durante a sessão da CPI e afirmou ser vítima de calúnia. O parlamentar apresentou ações judiciais contra Soraya Thronicke e Lindbergh Farias.
Na manifestação protocolada no STF, o deputado declarou: "É evidente que Alfredo Gaspar jamais cometeu o crime de estupro a si repugnante e falsamente imputado."
Gaspar também afirmou que é casado há 36 anos "com o único amor de sua vida".
Segundo as informações divulgadas, tanto a representação apresentada contra o deputado quanto a ação movida por ele contra os parlamentares tramitam de forma conjunta, enquanto a investigação solicitada pela Polícia Federal concentra-se nas acusações feitas contra Alfredo Gaspar.
A escolha do deputado para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro surpreendeu aliados do senador. Até a publicação das informações, a assessoria de Alfredo Gaspar e o setor jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro não haviam se manifestado sobre o pedido de abertura de inquérito.