A comerciante Jacklline de Oliveira e o professor Luciano Gonçalves buscam apoio da sociedade no julgamento pela morte da filha, Kathlen Romeu, grávida, assassinada por policiais há cinco anos no Rio de Janeiro. O caso ganha novo capítulo no próximo dia 26 de novembro, quando os policiais envolvidos serão julgados no Tribunal do Júri.
Kathlen, que completaria 30 anos em breve, foi morta a tiros enquanto visitava a avó no Lins de Vasconcelos, Zona Norte da cidade, em 2021. O Ministério Público acusa os policiais de atirar em direção à área onde Kathlen estava, alegando confronto com criminosos, versão não comprovada até hoje.
A luta por justiça une a família e amigos em manifestações contra a letalidade policial, buscando garantir respostas para o trágico ocorrido. A defesa dos policiais não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta reportagem.
A Rede de Observatórios da Segurança afirma que poucas mortes por policiais são levadas adiante na Justiça, e a maioria não resulta em condenação. Em contrapartida, a família de Kathlen conseguiu que o caso fosse adiante após pressionar o sistema de justiça e denunciar a parcialidade em investigações anteriores.
Comovidos, Jacklline e Luciano afirmam que não buscam apenas justiça para a filha, mas também para prevenir que outros jovens enfrentem destinos trágicos semelhantes. Cenas dramáticas do julgamento são aguardadas, e a família espera um posicionamento firme da sociedade civil para pressionar por mudanças nas políticas de segurança pública.